“Pela votação dos diretórios estadual e municipal do Psol, o escolhido para ser o senador da República é Freitas Junior”, declarou o presidente do diretório estadual do Psol e pré-candidato ao governo do Estado, Danniel Morais, confirmando a pré-candidatura do servidor público Freitas Júnior para o Senado Federal, pelo partido. O martelo foi batido durante conferência virtual no último domingo 15, após o vereador de Natal Robério Paulino (Psol) renunciar à disputa pelo Congresso Nacional. Provavelmente, ele entrará na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado.
Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta segunda-feira 16, Danniel explicou que existiam quatro pré-candidaturas ao Senado dentro da legenda e que todas iriam ser submetidas ao voto interno. “Porém, durante as prévias da conferência, Robério Paulino e Santino Arruda retiraram seus nomes. Então, só foram para a votação os nomes de Gláucio e Freitas Júnior. Pela votação dos diretórios estadual e municipal, o escolhido foi Freitas”.

Questionado sobre o motivo que levou Robério Paulino, que vinha pontuando bem nas pesquisas de intenção de voto, a retirar seu nome, Danniel disse que este deverá ocupar outro espaço político, podendo vir a ser candidato a deputado estadual ou federal. “Ele entendeu que deveria retirar seu nome, pois poderia ser que ele não tivesse votos suficientes para representar o partido. Não sei informar se foi isso”, admitiu.
Segundo Danniel, caso Robério Paulino aceite concorrer à Assembleia Legislativa, deixará o Psol com chance de eleger pelo menos um deputado e, assim, retomar a cadeira que pertencia a Sandro Pimentel. “Já temos pré-candidato ao Senado e ao governo e seguem-se as discussões para vice-governa dor e suplências do Senado que estão em discussões dentro do partido de forma democrática”, enfatizou.
Ele destacou que as bandeiras do Psol no Senado serão a defesa da diversidade e das minorias, justiça social e redução das desigualdades. “Freitas é um nome que não faz parte da oligarquia, não tem ficha suja na política como Rogério Marinho e Carlos Eduardo, assim como tantos outros que se colocam. Então, representa a política de esquerda e política do povo”.
Críticas aos pré-candidatos já postos
Danniel Morais teceu críticas ao ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT). “É um candidato que está colocando uma maquiagem sobre toda trajetória política dele. Se a gente olhar, politicamente falando, ele é pai de Álvaro Dias. Carlos Eduardo é um nome que se encostou no PT para tentar surfar na onda de Lula, Fátima e o governo do PT, mas todos nós sabemos que a raiz dele é de oligarquia, de conservadorismo, um bolsonarista maquiado”, disparou.
E desaprovou a conduta do ex-ministro Rogério Marinho (PL). “Pelo menos, não tem vergonha de levantar a bandeira de Jair Bolsonaro, de quem foi ministro. Fez parte de todas as maldades do presidente, desde a Reforma Trabalhista e da Previdência. O povo já o tirou nas últimas eleições. Tenta voltar a um lugar onde o povo já disse que não o quer, porque representa toda a política desgraçada de Bolsonaro e tem rastro de processos que o acompanham”.
Legenda também terá candidato ao Governo
O Psol aprovou a candidatura própria ao governo do Estado, referendando o nome do presidente estadual da sigla, Danniel Morais, como pré-candidato. “Estamos montando a nominata para deputado federal e estadual. Nosso esforço vai ser, em primeiro lugar, derrotar o bolsonarismo, fazer uma construção onde consigamos romper a cláusula de barreira Estado para deputado federal e deputado estadual”, explicou.
“Para deputado estadual, queremos retomar nossa cadeira. E federal, temos estimativa de romper a cláusula de barreira, sabemos que a gente não consegue eleger um federal, mas por tudo que o Psol apresenta em seu programa, por toda a história que a gente tem política, acreditamos que iremos conseguir aí romper a cláusula de barreira, chegando próximo de pelo menos 50 mil votos aqui, somando todas as candidaturas do Psol”.
Ele ressalta que caso seja eleito governador, buscará defender as bandeiras que o Psol defende, pensar nas energias renováveis no RN, que tem grande potencial. “Precisamos entender qual é a verdadeira condição que o Estado apresenta em relação às energias renováveis, precisamos discutir sobre o RN de uma forma justa, os marcos na energia renováveis, os marcos que a gente já discute dos investimentos públicos e sociais. O Psol defende um programa de distribuição de renda, defesa e valorização do servidor público”.
E disse que uma das primeiras questões que quer discutir é a contrarreforma previdenciária feita pelo governo Fátima Bezerra, que precisa discutir isso e debater a questão da educação. “Sabemos que passamos por todo um processo de pandemia e dificuldade sem aulas, mas com a retomada das aulas, o que se viu foi uma evasão muito grande. É necessário estruturar escolas, ter um cuidado eco-socialismo e o equilíbrio no RN, fazer um pacto com os servidores do Estado sobre a questão da reforma da previdência, transferência em todos os contratos, como por exemplo, o contrato da Arena das Dunas e tantos outros”, pontuou.