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Economia

Fecomércio RN 75 anos: Debate sobre PPP lota Teatro Riachuelo

Com o tema “Caminhos para o Futuro”, o evento reuniu a nata empresarial e política do RN ao debater a velha-nova tendência das Parcerias Público Privadas diante dos escassos investimentos públicos
Redação
25/04/2024 | 07:48

A primeira ação de uma série programada para 2024 em comemoração aos 75 anos da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do RN – o Fórum “Caminhos para o Futuro” – lotou de convidados, na tarde desta quarta-feira 24, os 1,5 mil lugares do Teatro Riachuelo.

Com o tema “Caminhos para o Futuro”, o evento, que tem apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), reuniu a nata empresarial e política do RN em torno do tema do momento: Parcerias Público-Privadas (PPPs).

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Painel mediado pelo jornalista Osair Vasconcelos debateu desenvolvimento do RN e “caminhos para o futuro” - Foto: Moraes Neto

Com mediação do jornalista Osair Vasconcelos, o painel contou com a participação do economista Guilherme Mercês, conhecido nacionalmente por sua atuação na área de consultoria econômica e pesquisa acadêmica; da coordenadora da Secretaria Executiva de PPP da Secretaria da Fazenda da Bahia, Maíra Nieto; e do e do secretário adjunto da Secretaria do Planejamento do RN, José Dionísio Gomes, que hoje coordena o programa de PPPs do Governo do Estado.

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Autoridades presentes durante evento no Teatro Riachuelo ontem à noite – Foto: Moraes Neto

Em seguida, a atriz e empresária Giovanna Antonelli contou para o público os desafios dela como empreendedora, liderando iniciativas nos setores de beleza e licenciamento de produtos sob sua própria marca. Aliás, a GiOLaser, um dos seus empreendimentos, celebrou recentemente seu décimo aniversário e atualmente opera 400 clínicas no Brasil.

Fechando a programação, uma palestra-show do maestro João Carlos Martins, aos 84 anos um dos mais reconhecidos pianistas do mundo, marcou sua primeira apresentação no RN, mostrando um pouco de sua rica trajetória internacional.

Na saída, os presentes ganharam o livro “Antes que seja tarde”, de autoria João Maria de Lima, uma biografia de Militão Chaves, empresário pau-ferrense que foi o primeiro a ocupar a presidência da Fecomércio no Rio Grande do Norte.

O presidente da Fecomercio do RN, Marcelo Queiroz, como anfitrião do evento, agradeceu aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado o ambiente de diálogo na defesa das pautas do setor do comércio, serviços e turismo e ressaltou a relevância do trabalho da imprensa como amplificadora das ações da Federação. E, por fim, homenageou seu time de colaboradores que auxilia a entidade no dia a dia.

Durante o painel coordenado pelo jornalista Osair Vasconcelos, o economista Guilherme Mercês, que também atua como consultor da Fecomércio RN, discorreu longamente sobre a economia do estado, mostrando todo o potencial existente para as parcerias público privado em ambiente de escassos investimentos.

O economista citou um ranking do Centro Brasileiro de Liderança Pública em parceria com a The Economist, uma das maiores publicações do mundo, para justificar a necessidade urgente de PPPs como forma de alavancar as potencialidades econômicas.

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Presidente Marcelo Queiroz discursou durante o evento e enalteceu entidade – Foto: Moraes Neto

Nele, entre 2019 e 2023, a economia potiguar saiu da 15º colocação para a 23ª dentre os 27 estados brasileiros, enquanto a região Nordeste como um todo foi da 4ª para a 8ª colocação. Entre os principais fatores para essa queda estão quatro: solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano e sustentabilidade ambiental de forma geral.

Acrescentou que, aqui, o comércio e serviços dominam o mercado de trabalho, mas a administração pública representa 26% do mercado de trabalho formal, enquanto no resto do país essa média é de 13%, sendo de 20% na região Nordeste. “Ou seja, mais de ¼ de todos os empregos no RN estão concentrados na administração pública, mostrando a dependência dos estados no Nordeste das transferências de renda do Governo Federal”.

Já para José Dionísio Gomes, que coordena o Programação de PPPs do Governo do Estado, a importância das PPPs tem forte reflexo na gestão das organizações. “Num momento em que os orçamentos públicos estão amarrados às demandas discricionárias, as Parcerias Público privadas abrem perspectivas novas sobre quase todos os setores da economia”.

Explicou que em vários países PPPs não deram certo porque quando era bom demais para o Estado, as empresas pulavam fora e vice versa. “Precisa ser bom para os dois lados e isto deve ser decidido claramente no contrato, mas a partir de exequibilidade econômica e financeira”, acrescentou.