O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, cobrou dos deputados estaduais a aprovação da Lei de Política Industrial até o fim do ano, antes da troca de governo. O pedido foi feito na quinta-feira 5, em Mossoró, na abertura da 38ª Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (Ficro), que reuniu empresários, expositores e representantes do poder público e terminou no sábado 7.
“Estamos torcendo para que os parlamentares possam aprová-la até o final do ano. Isso vai proporcionar ao governador que assumir um ambiente regulatório mais favorável ao RN e, sobretudo, à região Oeste”, disse Serquiz. O governador eleito, Cadu Xavier (PT), toma posse em 6 de janeiro de 2027, no lugar de Fátima Bezerra (PT).

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Projeto
A proposta foi elaborada pela Fiern em conjunto com o governo estadual e enviada à Assembleia Legislativa em 8 de agosto de 2025, quando a governadora assinou a mensagem na sede da federação, em Natal. O texto cria o Sistema de Governança Industrial Potiguar e o Plano Industrial Potiguar, com validade de dez anos, metas por território e avaliação a cada dois anos. A intenção declarada é que a política sobreviva às mudanças de governo e se alinhe à Nova Indústria Brasil, programa federal de reindustrialização. À época, a federação disse que o Rio Grande do Norte poderia ser o primeiro estado a ter uma política industrial instituída por lei.
Na Ficro, Serquiz citou o projeto ao lado de outras duas medidas que atribui à parceria com o governo. Segundo ele, a Lei de Transação Tributária recuperou R$ 63 milhões para os cofres do Estado, e uma Lei Ambiental já está em análise na Assembleia.
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Oeste
O discurso também tratou do peso econômico da região. “Precisamos fazer com que o Rio Grande do Norte possa aproveitar o potencial de cada região”, afirmou o presidente da Fiern. Para ele, o Oeste tem relevância para que o estado dê “um salto de mudança e maior desenvolvimento”. Representando a governadora, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado, disse que a feira é feita com muitos parceiros, entre eles poderes públicos e instituições como Fiern, Sebrae e Fecomércio.
Feira
Criada pelo Sebrae em 1988 e realizada pela Associação Comercial e Industrial de Mossoró (Acim) desde 1999, a Ficro voltou a ocupar o Thermas Hall, com cerca de 80 estandes de empresas e expositores de vários setores e rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae. A organização estimou movimentar R$ 25 milhões em negócios, o mesmo valor registrado na edição anterior.
O presidente da Acim, Michelson Frota, disse que a edição deste ano foi repensada com a empresa Mais Negócios para permitir mais interação com o público. “No primeiro semestre, já conseguimos vender 90% dos stands, o que foi uma coisa inédita”, afirmou. Também participaram da abertura diretores da Fiern e presidentes de sindicatos da indústria do Oeste, como o Siesal, o Sinduscon Oeste e o Simorsal, além de representantes do Sesi, do Senai e do IEL.
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