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Política

Eduardo Bolsonaro critica ação de Tarcísio contra tarifa de Trump: “Subserviência servil às elites”

Deputado diz que governador não defende empresas paulistas; Tarcísio afirma que está focado no setor industrial de São Paulo
Redação
15/07/2025 | 12:21

As reações ao anúncio da tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros geraram atrito entre figuras do bolsonarismo. Nesta terça-feira 15, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por buscar apoio de autoridades norte-americanas para tentar contornar a medida.

“Prezado governador @tarcisiogdf, se você estivesse olhando para qualquer parte da nossa indústria ou comércio estaria defendendo o fim do regime de exceção que irá destruir a economia brasileira e nossas liberdades. Mas como, para você, a subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais, não espero que entenda”, escreveu Eduardo em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

Eduardo Bolsonaro critica ação de Tarcísio contra tarifa de Trump: "Subserviência servil às elites" - Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro critica ação de Tarcísio contra tarifa de Trump: "Subserviência servil às elites" - Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Na segunda-feira 14, Eduardo Bolsonaro já havia classificado como “desrespeito” a iniciativa de Tarcísio de procurar representantes dos EUA.

Em resposta, Tarcísio afirmou à CNN Brasil que não vê problemas nas críticas feitas pelo deputado. “Sem problema [sobre a posição de Eduardo]. Neste momento, estou olhando para São Paulo, para o seu setor industrial, para sua indústria aeronáutica, de máquinas e equipamentos, para o nosso agronegócio, para nossos empreendedores e trabalhadores”, disse o governador.

As declarações ocorrem em meio às articulações de autoridades brasileiras para tentar reverter ou reduzir os impactos da tarifa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para entrar em vigor a partir de agosto.