O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira 27, durante a convenção que oficializou seu nome na disputa pelo Palácio do Planalto, que sua principal bandeira na eleição será se posicionar contra o PT.
“Minha bandeira é estar contra o PT”, declarou o ex-governador de Minas Gerais. Segundo Zema, a gestão petista no estado foi um dos motivos que o levaram a entrar na política.

Durante o discurso, o candidato criticou os governos do PT e afirmou que o partido não apresentou um projeto de futuro para o país. Ele também citou casos de corrupção envolvendo administrações anteriores e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, afirmou.
Zema também voltou a se apresentar como um nome fora da política tradicional, apesar de ter exercido dois mandatos como governador de Minas Gerais, entre 2019 e 2026. A estratégia da campanha é posicioná-lo como uma alternativa à polarização entre PT e PL.
O ex-governador apoiou as candidaturas de Jair Bolsonaro (PL) em eleições anteriores, mas tem mantido distância do grupo político ligado ao ex-presidente neste ano. Questionado sobre Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao Planalto, Zema evitou fazer críticas diretas.
“As eleições são imprevisíveis”, disse o candidato ao comentar pesquisas eleitorais que apontam baixo desempenho de sua candidatura até o momento.
Vice da chapa
Zema ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice-presidente em sua chapa. Segundo ele, a escolha deve ocorrer até 5 de agosto, prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-governador deve se reunir nos próximos dias com o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que é filiado ao Democracia Cristã (DC). O nome de Barbosa é avaliado para compor a chapa, mas ainda não há confirmação.
Esta será a terceira eleição disputada por Zema. Empresário, ele foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022.