O custo da construção civil no Rio Grande do Norte manteve trajetória de estabilidade em abril, segundo levantamento divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte. O Custo Unitário Básico (Cub) do padrão RN9 — utilizado como referência para edifícios residenciais de oito ou nove pavimentos — foi calculado em R$ 2.082,01 por metro quadrado, com variação positiva de 0,15% em relação ao mês anterior.
O indicador é utilizado pela construção civil para acompanhar a evolução dos custos de obras e reflete o comportamento dos preços de materiais, mão de obra, equipamentos e serviços empregados no setor.

A leve alta registrada em abril reforça um movimento de desaceleração observado nos últimos meses após períodos de maior pressão inflacionária enfrentados pela construção civil desde a pandemia. O setor vem monitorando oscilações nos custos de insumos industriais, logística e mão de obra, além dos efeitos das taxas de juros elevadas sobre novos investimentos imobiliários.
A estabilidade recente ocorre em um ambiente de retomada gradual da atividade da construção no Estado, impulsionada principalmente pelos segmentos residencial e de infraestrutura urbana.
Nos últimos anos, o mercado imobiliário potiguar enfrentou forte pressão causada pelo aumento dos preços de aço, cimento, cobre, vidro e combustíveis, além da elevação dos custos financeiros provocada pelo ciclo de alta da taxa básica de juros no País.
Apesar da desaceleração dos índices inflacionários mais recentes, empresários do setor seguem adotando estratégias de planejamento e controle de custos diante da volatilidade econômica e das incertezas relacionadas ao crédito imobiliário.
O Cub é um dos principais indicadores utilizados por construtoras, incorporadoras, investidores e instituições financeiras para estimar custos de empreendimentos e acompanhar a dinâmica da construção civil.
No cenário nacional, o setor vem demonstrando recuperação gradual da confiança empresarial, sustentada pelo avanço de lançamentos residenciais em algumas capitais, crescimento da demanda por imóveis compactos e expectativa de redução dos juros ao longo do segundo semestre.
No Rio Grande do Norte, representantes da construção civil avaliam que a manutenção da estabilidade dos custos poderá contribuir para preservar o ritmo de novos projetos imobiliários, especialmente em áreas de expansão urbana em Natal e na Região Metropolitana.