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Enfrentamento
Covid: vacina que será testada em Natal é segura e induz resposta imune, apontam estudos
Teste contará com 7 mil participantes, distribuído em sete estados - entre eles, o Rio Grande do Norte
Redação
29/09/2020 | 16:23

Os primeiros resultados parciais da vacina desenvolvida pelo grupo Johnson & Johnson contra à Covid-19 apontam que ela é segura e capaz de induzir resposta imune com apenas uma aplicação. Os dados apresentados se referem a uma parte dos participantes da primeira e segunda fase de teste, conduzidas de forma conjunta. Os resultados deverão ser revisados por outros cientistas e foram disponibilizados em um repositório on-line na sexta-feira 25.

A vacina foi a quarta a obter autorização de testes de fase 3 no Brasil. A empresa anunciou na semana passada que dará início a terceira fase em todo o mundo, com 60 mil voluntários. No Brasil, segundo a Anvisa, o teste contará com 7 mil participantes, distribuído em sete estados – entre eles, o Rio Grande do Norte, que terá a sede da pesquisa em Natal.

Os testes iniciais foram realizados entre julho e agosto e contaram com 796 voluntários, divididos em 3 grupos. No fim das fases inicias os pesquisadores concluíram que a geração de anticorpos foi similar nos participantes com idades de 18 a 55 anos e nos que tinham 65 anos ou mais. Entre os efeitos colaterais foi possível observar que a febre, fadiga, dor de cabeça e dor no corpo apareceram com maior frequência.

Os responsáveis pelo estudo também observaram que a melhor maneira de seguir com o estudo da vacina será através da aplicação em dose única, ao contrário das outras vacinas em desenvolvimento que requerem a aplicação de duas doses. O motivo é que a vacina desenvolvida pela Johnsons, inicialmente, se mostrou suficiente para induzir uma resposta imune satisfatória, além de gerar efeitos colaterais menos intensos nos participantes.

Os pesquisadores destacam que ainda não é possível saber qual a “quantidade” de resposta imune necessária para garantir proteção contra a Covid-19. Além do Brasil, a vacina da Johnson também deverá ser testada na Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e nos Estados Unidos, locais escolhidos pela alta incidência da Covid-19.

*As informações são do Jornal do Commercio

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