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Campanha
Covid-19: 603 mil potiguares serão vacinados nas duas primeiras fases
Plano Nacional de Imunização (PNI) foi definido nesta quarta-feira 16 pelo Ministério da Saúde. Governadora do RN, Fátima Bezerra esteve em Brasília e cobrou um calendário para o início da campanha
Redação
17/12/2020 | 07:11

O Rio Grande do Norte terá 603 mil pessoas imunizadas nas duas primeiras etapas de vacinação contra a Covid-19. O Plano Nacional de Imunização (PNI), com quatro fases de aplicação ao todo, foi definida nesta quarta-feira 16 pelo Ministério da Saúde. Apesar de o plano ter sido divulgado oficialmente, o governo federal ainda não fixou as datas das primeiras aplicações. A estimativa é de que os primeiros públicos-alvo comecem a receber a vacina de proteção contra o novo coronavírus a partir de fevereiro.

Nesta quarta 16, ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, explicou que os dois laboratórios nacionais que participam do desenvolvimento de vacinas, Fiocruz e o Instituto Butantã, devem apresentar ainda em dezembro os dados finais de pesquisa de seus imunizantes e pedir o registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Se conseguir manter o planejado do Butantã e Fiocruz, de apresentar fase 3 dos estudos, e toda a documentação de fase 1 e 2, ainda em dezembro à Anvisa, aí teremos janeiro para a análise da Anvisa e possivelmente em meados de fevereiro para frente estejamos com essas vacinas recebidas e registradas para iniciar o plano”, disse Pazuello.

A Fiocruz deve produzir no Brasil a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. Mas os pesquisadores responsáveis já reconheceram erros nos testes iniciais e a necessidade de ampliar ensaios clínicos para medir a eficácia, o que deve atrasar o registro.

Já o Butantã trabalha para o registro da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, ainda neste mês. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirma que os dados finais sobre esta vacina serão entregues em 23 de dezembro à Anvisa.

O plano mantém quatro fases de vacinação de grupos prioritários. Ao todo, 108 milhões de pessoas serão imunizadas neste processo. Para a primeira etapa, a ideia é usar doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, que será fabricada pela Fiocruz, além de aplicar a vacina da Pfizer em profissionais de saúde de capitais e regiões metropolitanas que atuaram na pandemia.

A ideia é receber 2 milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre de 2021. Na 1ª fase, serão imunizados trabalhadores da saúde, população idosa com mais de 75 anos, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilos ou instituições psiquiátricas e população indígena.

Nesta primeira fase, serão imunizadas 29 milhões de pessoas em todo o Brasil. No Rio Grande do Norte, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), serão vacinados 523 mil idosos. Além disso, outros 80 mil profissionais da saúde, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), também serão imunizados.

Na 2ª fase do plano, entram pessoas de 60 a 74 anos. A 3ª prioriza pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença, como as que têm doenças renais crônicas e cardiovasculares. Para esta etapa, serão 44 milhões de brasileiros. No âmbito potiguar, são mais de 300 mil pessoas.

Segundo a pasta, a 4ª fase deve abranger professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e detentos. O Ministério da Saúde não informou quando o restante da população será vacinado.
Em evento no Palácio do Planalto para anunciar o plano de vacinação, o presidente Jair Bolsonaro adotou um tom de conciliação em seu discurso. “Se algum de nós extrapolou, ou exagerou, foi no afã de buscar solução”, afirmou o presidente.

Fátima cobra calendário de vacinação

A governadora Fátima Bezerra considerou muito importante o fato do Governo Federal ter assumido, nesta quarta-feira 16, em solenidade no Palácio do Planalto, o papel de coordenar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina Contra o Covid-19.

“Neste momento, quando temos crescimento da pandemia em todo o país, se faz necessário celeridade na execução do Plano Nacional de Imunização. Toda a luta que vínhamos fazendo para que o Governo Federal assumisse a coordenação plena do Plano teve eco e hoje o Planalto assume formalmente perante o país que vai coordenar a imunização, em parceria com estados e municípios”.

Fátima Bezerra também considerou positivo o fato da administração federal anunciar que vai adquirir todas as vacinas que tenham o respaldo técnico e científico da Anvisa e a edição de uma Medida Provisória para garantir recursos à logística de distribuição e armazenamento das vacinas.

A governadora, entretanto, registrou a ausência de um calendário com o cronograma para a vacinação. “Faltou algo muito importante, o calendário, as datas. Repito, precisamos ter celeridade para o início do processo de vacinação no Brasil”, cobrou para registrar em seguida que o estado do Rio Grande do Norte.

Segundo ela, o governo estadual vai instalar centrais de distribuição em todas as regionais de saúde. Para isso, serão distribuídas câmaras frias, equipamentos de proteção individual e estamos capacitando os vacinadores. “Mas, a vacina precisa chegar, por isso é fundamental o calendário. Temos uma administração comprometida em prestar a melhor assistência e salvar vidas”, declarou Fátima Bezerra.

Compras de seringas

O Ministério da Saúde abriu licitação para “possível e futura aquisição” de 331 milhões de seringas e agulhas. Apesar de não estar detalhado no edital publicado no Diário Oficial da União, os insumos devem ser usados no Programa Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19.

A abertura das propostas deve acontecer no dia 29 de dezembro. A licitação prevê a compra de quatro tipos de seringas e agulhas. As vacinas mais avançadas até o momento preveem a necessidade de aplicação de duas doses.

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