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Esportes

Conselheiros do América-RN conseguem na Justiça o direito de votar

O América terá o prazo de 15 dias úteis para entrar com recurso caso considere cabível
Ramylle Freitas
25/10/2023 | 16:46

Após a decisão favorável publicada pela 1ª Vara Cível da Comarca de Natal nesta quarta-feira 25, os conselheiros do América Futebol Clube que foram considerados inadimplentes para votar, obtiveram o direito ao voto para as eleições do clube. Segundo o advogado Kennedy Diógenes, os conselheiros não estavam inadimplentes, pois sempre aportaram antecipadamente recursos financeiros ao América e eram compensados nas contribuições anuais.

“Os conselheiros foram excluídos da votação sem direito à ampla defesa e contraditório, com base em falsas informações. A verdade é que os conselheiros sequer estavam inadimplentes, uma vez que sempre aportaram antecipadamente recursos financeiros no América, que os pagava sendo compensado nas contribuições anuais”, disse Kennedy. 

Sede do América RN. Foto: José Aldenir/Agora RN
Sede do América RN. Foto: José Aldenir/Agora RN

O clube apresentou uma lista com 96 conselheiros capacitados para votar. No entanto, existia um grupo de pessoas associados à família Rocha, dos ex-presidentes Ricardo Rocha e José Vasconcelos da Rocha, que não estavam incluídos no documento. 

A justificativa para esses conselheiros não estarem dentro da lista seria a de que eles estariam em débito com a quitação das mensalidades há mais de 12 meses, sendo considerados, dessa forma, inadimplentes. 

O advogado relata que a diretoria atual tratou os conselheiros de forma discriminatória motivada por influência da reeleição de Souza, atual presidente do América. “É injusto e indecente considerar inadimplentes aqueles que jamais faltaram ao América, principalmente nos momentos mais difíceis do clube”, alegou.

Além disso, o América ainda será citado para cumprir a limitar e terá o prazo de 15 dias úteis para contestar ou agravar a decisão, caso entenda cabível. 

Impactos da decisão da Justiça

De acordo com Kennedy, os votos dos conselheiros em julgamento serão considerados para todos os fins eleitos, compreendendo a totalização final de votos.

“No entanto, por segurança jurídica, pedimos que tais votos sejam depositados separadamente dos demais, facilitando a totalização dos votos com e sem eles, no caso de perda da eficácia da liminar concedida”, esclareceu o advogado. 

Sobre a decisão da Justiça, o advogado afirma: “Para mim, a decisão judicial ameniza um pouco a sensação de ingratidão e deslealdade da atual gestão, não só contra a família Rocha, mas contra os Gaspar e contra toda a história do América.