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Expectativa

Comércio de Natal aposta em um segundo semestre melhor

Presidente da CDL Natal, José Lucena, não tem dúvida: com o progresso da vacinação, cenário para o setor está bem mais positivo que no começo do ano
Redação
28/07/2021 | 08:57

Os empresários do setor de comércio e serviços estão apostando no segundo semestre para reaquecer as vendas e acelerar a recuperação da economia. O avanço da vacinação da população contra o covid-19 e as datas comerciais que estão por vir, reforça o otimismo dos empresários.

De acordo com o presidente da CDL Natal, José Lucena, o cenário está mais positivo que no começo do ano.

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Outro fator visto com bons olhos pelos empresários é a Lei dos Superendividados, que contribuiu para que inadimplentes renegociem todas as suas dívidas. Foto: Ney Douglas

“Vivemos um novo ciclo em meio a essa pandemia do novo coronavírus. Desde o começo sabíamos que a vacina era o caminho para a recuperação da economia, agora com o avanço da vacinação a luz está se abrindo no fim do túnel e as expectativas são boas. A prova é que temos tido crescimento na contratação de trabalhadores”, afirmou Lucena. (Os últimos dados do Caged revelaram saldo positivo de 1.045 contratações no setor de serviços no Brasil).

Outro fato apontado pelo empresário como importante para a economia neste segundo semestre são as datas comerciais que estão por vir. Lucena lembrou quatro datas fortes do segundo semestre: Dia dos Pais, Liquida Natal, Black Friday e o Ciclo Natalino.

“Os próximos meses serão de aceleração nas vendas. Nós da CDL Natal estamos trabalhando forte para movimentar o comércio e dar condições dos lojistas de recuperarem seus negócios. Vamos fazer a 20ª edição da Liquida Natal, sortear prêmios, realizar treinamentos, a meta é vender, vender e vender”, reforçou o presidente da CDL Natal.

Além disso, dados do Boletim Focus do Banco Central apontam que a expectativa é de que a atividade econômica no país avance 5,27% ao longo deste ano. As vendas no varejo podem chegar a uma aceleração de 5,4%, segundo avaliação do Bradesco.

Outro fator visto com bons olhos pelos empresários é a Lei dos Superendividados (14.181/2021), que contribuiu para que os consumidores inadimplentes renegociem todas as suas dívidas, injetando recursos na economia por meio de renegociações.

A lei foi sancionada no último dia 2 de julho e altera o Código do Consumidor, estabelecendo estabelece uma série de medidas para evitar o chamado superendividamento.

De acordo com levantamento mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no mês de junho o percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 69,7%. Este é o maior valor atingido desde 2010.

A nova lei dá mais proteção às pessoas que contraíram muitas dívidas e que agora não conseguem pagá-las.

Em sua redação, o texto define o superendividamento como a “impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo sem comprometer seu mínimo existencial”.

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