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Codern avança nos preparativos para leiloar o Porto-Ilha este ano
Companhia Docas do Rio Grande do Norte deve ter mais dois terminais no Porto de Maceió arrendados dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O Porto-Ilha é dedicado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos, especialmente sal e os investimentos previstos para quem assumir a operação giram no R$ 160 milhões
Redação
21/05/2021 | 10:03

Finalmente, o Porto-Ilha, terminal marítimo que fica a 14 quilômetros de Areia Branca, no litoral Norte potiguar, vai a leilão, já no segundo semestre deste ano.

Depois de uma série de problemas de manutenção, que causaram sua interdição mais de uma vez, o Porto-Ilha, como é mais conhecido, está entre os ativos da Companhia Docas do RN a ser passado para a iniciativa privada por meio de arrendamentos de longo prazo.

A Codern deve ter mais dois ativos passados para frente ainda este ano: dois terminais no Porto de Maceió.
Isso é resultado da aprovação, em abril último, pelo Tribunal de Contas da União, dos estudos de arrendamento do Terminal já qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) por meio do Decreto nº 10.484/2020.

Com 35.114 metros quadrados, o Porto-Ilha é dedicado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos minerais, especialmente sal. Os investimentos previstos para quem for assumir a operação são estimados em R$ 160 milhões, devendo gerar mais de 3.200 empregos ao longo dos 25 anos de contrato, entre diretos, indiretos e efeito-renda.

As etapas seguintes envolvem eventuais adequações do projeto, aprovação da Diretoria da ANTAQ da publicação das minutas de edital e contrato, além do estabelecimento de data para a realização da sessão de leilão. A expectativa é de que o terminal seja leiloado já no terceiro trimestre deste ano.

Como parte do programa de modernização das instalações do Terminal Salineiro de Areia Branca (TERSAB) e para valorizar a estrutura, a Codern, que administra o Porto-Ilha, acabou de investir R$ 5,2 milhões na compra de um trator de esteira, de uma empilhadeira e de uma pá carregadeira, substituindo os antigos equipamentos.

Mais modernas e seguras, as máquinas fazem parte de um conjunto de ações para tornar mais atrativos os lances a serem dados no leilão. Mas, desde já, eles melhoram a movimentação do Porto-Ilha, além de oferecer melhores condições de trabalho aos funcionários.

O transporte desse equipamento para o TERSAB foi realizado por meio de uma grande balsa, na manhã da última quarta-feira, 19, e envolveu uma mão-de-obra extremamente qualificada diante da complexidade do manuseio do maquinário em alto mar.

Segundo a Codern, os investimentos no local continuarão nos próximos meses e envolverão uma série de melhorias ainda não antecipadas pela companhia.

Necessidade de investimentos

Com quase meio século de existência, o Terminal Salineiro de Areia Branca fica a 14 quilômetros da costa de Areia Branca e a 330 quilômetros de Natal. E foi inaugurado em 1 de março de 1974, começando a funcionar em 4 de setembro daquele ano.

Tem capacidade em torno de 200 mil toneladas por mês, mas as condições climáticas e operacionais prejudicam a manutenção da estrutura, impedindo frequentemente a movimentação das cargas de sal, destinadas ao mercado internacional e as indústrias de cloro brasileiras.

Segundo o diretor-presidente da Codern, almirante Elis Treidler Öberg, no entanto, o Terminal de Areia Branca continua vital para o Rio Grande do Norte, que é de longe o maior produtor de sal do Brasil.

“Esse terminal é fundamental para a indústria salineiro do Rio Grande do Norte, contudo, sua estrutura é antiga e ele enfrenta os ventos, as marés e o peso do sal depositado na prancha de plataforma”, reconheceu Öberg.

Segundo o Almirante, para voltar a ter competitividade regional, Areia Branca demandará um investimento mínimo entre R$ 150 milhões e R$ 160 milhões.

“A proposta é reformular toda a estrutura e permitir que o único berço possa operar com capacidade máxima e sem interrupções provocadas pelo clima. Com isso, em um primeiro momento, seria possível atingir 2,5 milhões de toneladas/ano de movimentação de sal”, estima.

Acrescenta que como o governo não tem condições de arcar com o valor total, o arrendatário de longo prazo terá que entrar com R$ 120 milhões e a União, por meio da Codern, já está investindo outros R$ 60 milhões.

Em Maceió, a Codern já entregou o terminal MAC10, leiloado em dezembro do ano passado e arrematado pela Timac Agro Indústria. É um greenfield, com capacidade para 3.321 m³ para armazenamento de ácido sulfúrico.

O contrato é de 25 anos e a Timac já se comprometeu a investir R$ 12.784 milhões em instalações e equipamentos necessários para operação.

A demanda para produtos químicos no Porto de Maceió acontece por causa do Polo Cloroquímico de Alagoas, que fica em Marechal Deodoro e conta com 23 empresas dos setores de PVC, soda cáustica, tubos e conexões, plásticos em geral, bem como na produção de insumos para a indústria química.

O Tribunal de Contas da União já autorizou o leilão do MAC11, um terminal para granéis líquidos/combustíveis e derivados. A área, com 56.675 m2, tem capacidade estática para 50.400 m3.

Os estudos para o arrendamento prevêem investimentos na ordem de R$ 166,81 milhões e uma movimentação anual de 400 mil toneladas. Há ainda a estimativa que a concessão gere 3.338 empregos gerados ao longo dos 25 anos de contrato.

“Maceió é um porto com ótimo potencial para crescer e para diversificar suas cargas. Como temos outras áreas em avaliação no TCU, é possível que mais terminais sejam leiloados ainda este ano”, afirmou o diretor-presidente da Codern.

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