A empresa farmacêutica AstraZeneca tomou a decisão de encerrar a produção e distribuição da vacina contra a Covid-19 em todo o mundo, justificando-a com o excedente de doses disponíveis desde o início da pandemia em 2020.
“Como várias vacinas contra a Covid-19 e variantes foram desenvolvidas, há um excedente de vacinas atualizadas disponíveis”, afirmou a empresa, dizendo que isso levou a uma redução pela procura pelo imunizante.
No Brasil, vacina AstraZeneca foi produzida pela FioCruz - Foto: Divulgação
No Brasil, a produção da vacina foi assumida pela Fiocruz após a formalização da transferência de tecnologia em junho de 2021. A primeira dose do imunizante foi administrada no país em fevereiro de 2022.
Efeito colateral raro da AstraZeneca
Em uma ação inédita, a AstraZeneca admitiu à Justiça a ocorrência de um “efeito colateral raro” em sua vacina contra a Covid-19. A declaração veio em resposta a uma ação coletiva movida por pessoas na Inglaterra que desenvolveram trombose após a vacinação. Neste processo, 51 famílias buscam uma indenização de até R$ 700 milhões.
A empresa reconheceu que sua vacina “pode, em casos muito raros, causar síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS)”. Essa condição é marcada pela formação de coágulos sanguíneos, aumentando os riscos de obstrução das veias e artérias.
No Brasil, a vacina foi produzida em parceria com a Fiocruz e administrada a 153 milhões de pessoas, principalmente em 2021 e 2022. A admissão dos efeitos colaterais pela empresa agora está gerando comentários no âmbito político.
O Ministério da Saúde afirma que a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 tem sido crucial para salvar vidas e que não se vacinar seria ainda pior.
“A vacina fabricada pela AstraZeneca/Oxford, desenvolvida no início da pandemia e produzida pela Fiocruz, desempenhou um papel extremamente importante no controle de casos e na redução de mortes por Covid-19 no Brasil e no mundo, salvando milhares de vidas. Desde dezembro de 2022, esta vacina é recomendada para pessoas com 40 anos ou mais, de acordo com as evidências científicas mais recentes”, afirmou o Ministério da Saúde.
