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Humana Saúde destaca importância do apoio nos primeiros dias de amamentação

Enfermeira obstetra orienta sobre pega, posicionamento e participação da família para reduzir dificuldades após o parto
Redação
14/08/2026 | 10:55

Dor, insegurança, dúvidas sobre a quantidade de leite e dificuldades na pega podem surgir já nas primeiras mamadas. Durante o Agosto Dourado, especialistas reforçam que o acolhimento e a orientação profissional desde a maternidade podem evitar que problemas iniciais provoquem a interrupção precoce do aleitamento.

A enfermeira obstetra da Humana Saúde em Natal, Bruna Sena, explica que a amamentação envolve um período de aprendizado e adaptação para a mãe e o bebê.

Apoio à amamentação: mãe sentada em um quarto segura e amamenta um bebê recém-nascido
Apoio à amamentação nos primeiros dias ajuda mães e bebês a superar dificuldades durante o período de adaptação. Foto: Divulgação/Humana Saúde

“A amamentação não precisa ser encarada como algo que a mulher deve saber fazer automaticamente. Existe um período de adaptação tanto para a mãe quanto para o bebê. Quando essa mulher encontra uma equipe preparada para acolher suas dúvidas, observar a mamada e orientar sobre pega e posicionamento, ela se sente mais segura para continuar”, afirma.

especialista humana saude apoio amamentacao
Especialista da Humana Saúde orienta sobre a importância do apoio à amamentação nos primeiros dias após o parto Foto: Divulgação/Humana Saúde

Apoio começa na maternidade

Quando as condições clínicas permitem, o contato pele a pele e o início da amamentação na primeira hora após o nascimento são recomendados para favorecer a adaptação do bebê e estimular a produção de leite.

A assistência profissional também ajuda a mãe a diferenciar situações esperadas no começo da amamentação de problemas que precisam ser avaliados.

“Muitas vezes, a insegurança aparece porque a mãe acredita que está produzindo pouco leite ou porque sente desconforto e não sabe se aquilo é normal. Uma orientação individualizada evita que dificuldades que poderiam ser resolvidas no início se transformem em motivos para uma interrupção precoce da amamentação”, explica Bruna.

O Ministério da Saúde ressalta que a amamentação não deve causar dor. Embora possa haver desconforto durante o período inicial de adaptação, dores persistentes, fissuras ou outras dificuldades devem ser avaliadas por profissionais de saúde.

Benefícios para a mãe e o bebê

O leite materno fornece os nutrientes necessários ao desenvolvimento do bebê e contém anticorpos e outros componentes que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a proteger contra infecções.

A amamentação também favorece a construção do vínculo entre mãe e filho. Para a mulher, auxilia na recuperação após o parto e está associada à redução do risco de algumas doenças ao longo da vida.

A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde é que o bebê receba exclusivamente leite materno durante os primeiros seis meses, sem a oferta de água, chás ou outros leites. Depois desse período, a alimentação complementar pode ser iniciada, com a continuidade da amamentação até os dois anos ou mais.

As condições e particularidades clínicas de cada mãe e bebê, porém, devem ser consideradas com acompanhamento profissional.

Família também deve participar

A responsabilidade pela amamentação não deve ficar concentrada somente sobre a mulher. Familiares podem auxiliar nas tarefas domésticas, oferecer suporte emocional e respeitar as decisões da mãe.

“A rede de apoio é fundamental. A família pode colaborar oferecendo suporte emocional, ajudando nas tarefas da rotina e respeitando as decisões da mãe. Amamentar exige disponibilidade física e emocional, principalmente no começo. Quando essa mulher se sente cuidada, ela também consegue cuidar melhor”, ressalta Bruna.

A enfermeira destaca ainda que dificuldades não devem ser interpretadas como fracasso e que buscar orientação também faz parte do processo.

“Pedir ajuda também faz parte da amamentação. Cada mãe e cada bebê têm uma experiência diferente. O mais importante é que essa mulher tenha acesso a informações seguras, acompanhamento profissional e uma rede que a acolha sem julgamentos. Quanto mais confiança ela tiver nesse processo, maiores são as chances de construir uma experiência positiva para ela e para o bebê”, conclui.