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Saúde

Servidores da saúde de Parnamirim paralisam atividades por reajustes

Categoria cobra recomposição salarial, atualização do adicional de insalubridade e reajuste de gratificações congeladas há anos
Por O Correio de Hoje
13/08/2026 | 17:52

Servidores da saúde de Parnamirim paralisaram as atividades nesta quinta-feira 13 para cobrar reajustes salariais e atualização de benefícios da categoria. A mobilização atingiu unidades básicas de saúde do município e reuniu trabalhadores em diferentes pontos da cidade. Entre as reivindicações estão recomposição salarial, atualização do adicional de insalubridade e reajuste de gratificações que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), estão congeladas há anos.

De acordo com Paulo Martins, representante do Sindsaúde-RN, a categoria também cobra a inclusão de recursos no orçamento municipal para permitir uma nova recomposição salarial em 2027. Segundo ele, os vencimentos permaneceram congelados por um período prolongado e os reajustes concedidos posteriormente não foram suficientes para recuperar as perdas acumuladas.

Trabalhadores reunidos em cadeiras sob uma tenda durante mobilização de servidores da saúde
Manifestação da categoria aconteceu nesta quinta-feira 13 em frente à Câmara Municipal de Parnamirim - Foto: sindsaúde

Martins afirmou que, durante a gestão anterior, os servidores tiveram reposição de 6% ao longo do mandato. Já na atual administração, segundo o sindicalista, foram concedidos reajustes de 7,5% em setembro e 5,5% em dezembro do ano passado, além de 5% neste ano.

“Esse ano teve 5%, teve 18% de reposição, mas que na prática não avançou muito, porque o salário-base dos servidores em Parnamirim, no nível médio, estava muito abaixo do salário mínimo. Apenas recompôs o salário mínimo”, afirmou.

O representante sindical também relacionou a reivindicação salarial às condições de trabalho encontradas nas unidades municipais. Segundo Martins, o número de profissionais disponíveis está abaixo do necessário, o que aumenta a carga de trabalho de categorias como a dos técnicos de enfermagem.

Além dos salários, o Sindsaúde-RN cobra mudanças no pagamento do adicional de insalubridade. De acordo com Martins, os valores estão sem atualização há três anos. O sindicato afirma ainda que algumas gratificações destinadas a servidores de níveis médio e superior permanecem congeladas há dez ou 12 anos.

“Um trabalhador tem R$ 300 só de gratificação, congelada há 10 anos. Isso não pode continuar assim”, afirmou o representante da entidade.

A categoria defende que a Prefeitura reserve recursos no orçamento municipal para atender às reivindicações. “Essa questão salarial é de extrema importância, é por isso que nós estamos nessa luta, para que bote dinheiro no orçamento do município de Parnamirim, para que tenha recomposição salarial no próximo ano”, disse Martins.

A mobilização começou pela manhã e tinha entre os pontos previstos uma concentração em frente à Câmara Municipal de Parnamirim para acompanhar uma votação relacionada às reivindicações. Com o adiamento da votação, os trabalhadores permaneceram mobilizados. A paralisação foi programada para durar durante esta quinta-feira.

João Machado

Durante a mobilização, Paulo Martins também comentou as condições estruturais do Hospital Dr. João Machado, em Natal. Segundo o representante sindical, problemas em áreas de repouso dos servidores, enfermarias, cozinha e refeitório são antigos e se agravam durante períodos de chuva.

“O Hospital João Machado passa por isso há anos, faz reformas pontuais em alguns setores, mas, quando vêm as chuvas, há danos dentro dos setores, porque não há uma reforma adequada com frequência”, afirmou.

Segundo Martins, a situação também atinge os espaços destinados ao descanso dos profissionais e as enfermarias da clínica médica. Ele relatou problemas de vazamentos durante as chuvas e altas temperaturas em setores utilizados por trabalhadores e pacientes.

“O João Machado precisa de uma reforma ampla e urgente, porque é desumano os trabalhadores estarem numa situação daquela”, afirmou o representante do Sindsaúde-RN.