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Artigo
Artigo: Leitor desconhecido
Leia artigo de Alexandre Luna Freire, publicado na edição deste sábado 21 do Agora RN
Alexandre Luna Freire
21/05/2022 | 08:40

Uma das preocupações de quem vai fazer uma apresentação pública é com o sucesso. Isto ocorre por falta ou desvio de perspectiva. Acontece com todo mundo. Não há expertise ou alento para demover essa tentação esquecida por mais constante que se apresente o aconselhamento. Por mais frequente que se apresentem as opiniões e dicas prévias, o resultado é quem define tudo: seja a reunião usual, informal ou solene. A humildade é a senhora do bom êxito. Não se trata aqui de escusas prévias ou mesmo de pedidos inoportunos de desculpas. De pegar na rodilha sem poder com o balaio. Afinal, se você é convidado ou recebe o encargo é porque alguém deu-lhe créditos pré—pagos para falar, escrever ou ler em voz alta. Alguém espera que o interlocutor tenha o que dizer e o faça de modo razoável. Essa é angústia da apresentação e não há como negá-la.

O homem é movido pela curiosidade. Ou seja, todos nós queremos saber o porquê das coisas. Esperamos uma resposta fácil ou uma solução pronta. A Internet quando vai direto ao ponto está na ponta dos dedos. Se não esquecermos que a inveja é o gatilho e nela podemos nos identificar em maior ou menor interesse. Isso nos ajuda a saber onde estamos lidando e lidando. O cronista traçando fatos ou ocorrências cotidianas não deve descuidar dessas observações. Na Era Virtual a situação parece simples, porém não é. Quanto mais texto menos atenção.

Se há um auditório prévio, demarcado, ainda assim é sempre difícil. E mais difícil é quando o leitor é anônimo. Simpático ou hostil nunca se sabe. Os poucos leitores assíduos ou ocasionais querem atenção. A tarefa do cronista é não desprezar, sob hipótese alguma, que todos estamos sob efeito de humores.

A humildade entra em cena. A mensagem conseguindo ser atrativa situa-se no talvegue da imensa simplicidade. Escritor e Leitor só se comunicam. Conhecidos tornam-se frequentes e desconhecidos buscam aproximação com o texto. Detectam familiaridade com as ideias que evolam dos textos. Como os poetas e suas musas. Os enunciados são o móbil da conversa e da atenção. O suficiente no jogo de cartas e de palavras. Assim caminham as conversas.

Alexandre Luna Freire, da Academia Paraibana de Letras, juiz do TRF5. | E-mail: alexandrelunafreire2@gmail.com

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