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Pesquisa
Antes da pandemia, RN tinha 1,3 milhão de pessoas abaixo da linha da pobreza
Potiguares em situação de extrema de pobreza — com renda mensal de até R$ 151 por pessoa do domicílio — eram 361 mil em 2019, o que representava 10,9% da população. Número de potiguares empregados com carteira assinada somava 673 mil pessoas no ano passado
Redação
13/11/2020 | 05:36

Antes da crise econômica causada pelos efeitos da pandemia da Covid-19, iniciada em março, o Rio Grande do Norte registrava 1,3 milhão de pessoas abaixo da linha de pobreza, segundo os parâmetros do Banco Mundial. Este contingente populacional — que representa 37,9% do número total de potiguares — sobrevivia com renda mensal de, no máximo, R$ 436 por pessoa do domicílio.

Os números fazem parte do estudo Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgado nesta quinta-feira 12 pelo IBGE, que analisou critérios sobre trabalho e renda em todo o País no ano de 2019. Dentro do grupo de pessoas com renda baixa, os potiguares em situação de extrema de pobreza — com renda mensal de até R$ 151 por pessoa do domicílio — eram 361 mil em 2019, 10,9% da população.

No país, a Síntese mostra que a extrema pobreza no país cresceu 13,5%, passando de 5,8% da população, em 2012, para 6,5%, em 2019, segundo a linha internacional fixada pelo Banco Mundial em US$ 1,90 por dia em termos de paridade de poder de compra (PPC). Já pela linha de pobreza extrema representa 24,7% da população.

Entre os que se declararam brancos, 3,4% eram extremamente pobres e 14,7% eram pobres, mas essas incidências mais que dobraram entre pretos e pardos.

Entre as pessoas abaixo das linhas de pobreza do Banco Mundial, 70% eram de cor preta ou parda, enquanto a população que se declarou com essa característica era de 56,3% da população total.

A pobreza afetou ainda mais as mulheres pretas ou pardas: eram 28,7% da população, mas 39,8% dos extremamente pobres e 38,1% dos pobres, de acordo com as informações do IBGE.

Outro indicador pesquisa, que analisa o mercado de trabalho, mostrou que a taxa de desocupação foi, em 2019, de 6,6% no Rio Grande do Norte.Entre as pessoas ocupadas, 1,4 milhão de potiguares tinham alguma fonte de renda mensal, mas apenas 673 mil estavam em ocupações formais — com carteira de trabalho assinada. O mercado de trabalho formal representa apenas 4,1% da população economicamente ativa.

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