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Declaração

[VÍDEO] “Faço questão que investigação seja conduzida com total rigor da lei”, diz Allyson após ser alvo da PF

Após operação da PF que apura possíveis fraudes na saúde, Allyson diz que não teme investigações e afirma confiar na Justiça
Redação
27/01/2026 | 11:16

Alvo da Operação Mederi na manhã desta terça-feira 27, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou que não teme o avanço das investigações e que faz “questão” de que todos os fatos sejam apurados “com total rigor da lei”. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais logo após agentes da PF cumprirem um mandado de busca e apreensão na casa do gestor, em uma ação que apura possíveis fraudes na saúde.

“Não tenho compromisso com o erro. Acredito na Justiça e por ela lutarei todos os dias da minha vida”, disse Allyson. Segundo o prefeito, o momento está sendo enfrentado “com muita tranquilidade, com muita fé em Deus e com muito sentimento de justiça”.

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Allyson Bezerra fala em vídeo após operação da Polícia Federal e diz que vai colaborar com a investigação Foto: Reprodução/Instagram

Ao longo do pronunciamento, Allyson reforçou que permanecerá à disposição das autoridades para apresentar tudo o que for solicitado. “Vou enfrentar isso com muita fé em Deus, com muita determinação, com muita coragem e, principalmente, com a integridade de apresentar todos os fatos, todos os documentos, tudo que me for solicitado a qualquer tempo”, afirmou.

Ele acrescentou que torce para que eventuais irregularidades, se comprovadas, sejam punidas. “Estarei aqui pronto e preparado. Eu faço questão que toda a investigação seja conduzida com total rigor da lei e, se por ventura, se alguém em algum local, em alguma cidade, tiver cometido algum erro, pode ter certeza de uma coisa: estarei aqui torcendo para que seja cumprido todo o rigor da lei”, enfatizou.

O prefeito também fez questão de agradecer as manifestações de apoio que recebeu e de rebater informações que, segundo ele, não correspondem à realidade. “Agradecer a todos que estão preocupados, buscando informações, e dizer àqueles que já publicaram um monte de coisa que não é verdade que publiquem a verdade”, declarou. Para Allyson, sua gestão em Mossoró “sempre foi pautada por transparência, determinação e coragem”.

Allyson relacionou a operação ao calendário eleitoral e disse que não se surpreende com pressões políticas. Ainda assim, afirmou estar preparado. “Não poderia esperar que passaria este ano sem que nada fosse feito contra mim”, disse, acrescentando confiar que “acima de qualquer um existe um Deus Todo-Poderoso, justo e fiel”.

Ao encerrar, o prefeito reafirmou que segue fortalecido pelo apoio da família, dos amigos e da população. “Amanhã estarei ainda mais forte, mais convicto, com mais fé e mais coragem”, concluiu, antes de desejar bênçãos ao povo do Rio Grande do Norte.

Sobre a operação da PF

A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União nesta terça-feira 27, tem o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.

Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas no âmbito da investigação. Segundo o último balanço divulgado pela PF às 18h, foram apreendido ao todo: 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos (notebooks, HDs e tablets), 4 veículos, 117 documentos e R$ 251 mil em espécie.

Parte do dinheiro apreendido foi encontrado em uma caixa de isopor na casa de Oseas Monthalggan, um dos sócios da Dismed.

Além de Mossoró, as fraudes teriam ocorrido em outros cinco municípios potiguares: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Mandados foram cumpridas nessas cidades e também em Natal e Upanema.

Segundo as apurações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. As investigações envolvem empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

Auditorias realizadas identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos contratos analisados.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.