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Adolescente de 17 anos com contaminação no sangue aguarda leito de UTI há três dias em Natal
Adolescente teve Covid-19 no mês passado, mas os médicos ainda não sabem se as complicações têm relação entre si
Redação
26/01/2021 | 14:31

O adolescente Davi Teixeira Paiva, de 17 anos, aguarda por um leito de terapia intensiva (UTI) desde sábado (22), no Hospital Giselda Trigueiro em Natal. De acordo com o pai dele, Davi recebeu o diagnóstico de contaminação por uma bactéria rara no sangue, que compromete o funcionamento de órgãos vitais. O adolescente teve Covid-19 no mês passado, mas os médicos ainda não sabem se as complicações têm relação entre si.

Davi espera transferência para um leito pós-Covid, que é diferente dos utilizados para o tratamento do coronavírus. A expectativa dos familiares é de que ele seja transferido para o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) ainda nesta terça-feira (26). A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) informou às 13h12 que a vaga para Davi está garantida e que “aguarda somente o resultado do teste de Covid-19 como parte do protocolo sanitário para a transferência”.

“Pra mim é muito angustiante viver isso, indo pra cima e pra baixo, de médico em médico pedindo um leito pro meu filho. Ele chegou aqui [Giselda Trigueiro] já muito debilitado, quase falecendo, mas ele é jovem e é muito forte. Espero que consigam esse leito o mais rápido possível. Meu filho está tomando medicamentos muito pesados, que diminuem a imunidade dele e isso nos preocupa bastante”, disse Edilson Teixeira, pai de Davi.

Edilson conta que o filho começou a sentir os primeiros incômodos no domingo da semana passada (17). Ele teve dores no pescoço e na cabeça, o que fez os familiares acreditarem inicialmente que se tratava de um torcicolo, mas as dores foram piorando ao longo da semana até Davi passar por um exame na cabeça no sábado (23). Em seguida ele foi encaminhado ao Giselda Trigueira, onde aguarda a transferência para o leito específico

O pai e outros familiares de Davi se mobilizaram nas redes sociais para pressionar o poder público. “Estou muito indignado com essa demora, o médico disse que era uma bactéria muito rara, que só existiam 13 casos assim no Rio Grande do Norte. Isso nos deixou ainda mais angustiados atrás de ajuda. A gente tá compartilhando isso no desespero pra ver se agilizava. Minha irmã foi à Justiça para tentar conseguir e agora a gente só pode esperar mesmo e torcer para que tudo fique bem”, disse Edilson.

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