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Levantamento
17% das mulheres assassinadas no RN morrem vítimas de feminicídio
Pedidos de socorro por violência doméstica aumentaram em 2020, apesar de queda em registros formais, aponta anuário
Redação
17/07/2021 | 07:42

Um terço das mulheres mortas no país em 2020 morreu apenas por ser mulher. A porcentagem de feminicídios no universo de todos os assassinatos de brasileiras foi de 35%, patamar que se manteve com relação ao ano anterior.

Apesar do número preocupante, no Rio Grande do Norte a taxa é a segunda mais baixas do país: 17%. No Mato Grosso, estado em pior situação, mais da metade das mulheres assassinadas (59%) foi por feminicídio.

Esse número, porém, pode estar aquém da realidade, já que a classificação da ocorrência na hora do registro depende pessoalmente do delegado ou da delegada que investiga o óbito, ainda que baseada em critérios.

Desde que a lei que especifica o crime foi criada, em 2015, as notificações desse tipo de assassinato só crescem apesar do endurecimento das punições, segundo o 15º anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançado na quinta-feira 15 com dados dos estados.

O Código Penal determina que a morte é um feminicídio quando envolve violência doméstica, familiar e “menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. É um agravante do homicídio comum, com pena prevista de 12 a 30 anos atualmente.

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