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Pele

Uva pode tornar pele mais resistente à radiação solar

Pesquisa indica que consumo diário da fruta aumenta a resistência à radiação ultravioleta e provoca alterações genéticas associadas à melhora da saúde cutânea
Por O Corrreio de Hoje
19/05/2026 | 12:45

O consumo regular de uvas pode tornar a pele mais resistente aos efeitos da radiação ultravioleta (UV), segundo um estudo publicado na revista científica ACS Nutrition Science. De acordo com os pesquisadores, a ingestão da fruta foi associada a um aumento de 30% a 50% na proteção natural da pele contra os danos causados pela exposição ao sol.

O trabalho foi conduzido com voluntários que consumiram, durante duas semanas, o equivalente a três porções de uvas inteiras por dia. Os pesquisadores analisaram a expressão gênica da pele antes e depois desse período, tanto em condições normais quanto após a exposição a baixas doses de radiação UV.

Uva foto Embrapa
Embora resultados sejam promissores, os autores ressaltam que o consumo de uvas não substitui medidas consagradas de proteção solar, como uso de protetor, chapéus e roupas adequadas - Foto: Embrapa

Os resultados mostraram que cada participante apresentava um padrão próprio de expressão gênica, mas que esse perfil se modificou após o consumo das uvas e também depois da exposição à radiação ultravioleta. Quando os dois fatores foram combinados, as alterações observadas foram ainda mais específicas.

Em outras palavras, embora cada indivíduo tenha características genéticas distintas, o estudo demonstrou que a ingestão da fruta foi capaz de provocar mudanças mensuráveis no funcionamento dos genes relacionados à saúde da pele.

Um dos autores do estudo, John Pezzuto, afirma que os achados reforçam o potencial das uvas como alimento funcional.

“Agora temos certeza de que as uvas atuam como um superalimento e mediam uma resposta nutrigenômica em humanos”, declarou.

Pezzuto, que é professor e reitor da Faculdade de Farmácia e Ciências da Saúde da Western New England University, destacou que a pele, por ser o maior órgão do corpo humano, oferece uma boa amostra para compreender os efeitos biológicos da alimentação.

“Observamos isso no maior órgão do corpo, a pele. As alterações na expressão gênica indicaram melhorias na saúde da pele”, afirmou.

Segundo o pesquisador, os efeitos das uvas provavelmente não se limitam ao tecido cutâneo.

“É quase certo que o consumo de uvas afeta a expressão gênica em outros tecidos somáticos do corpo, como fígado, músculos, rins e até mesmo o cérebro. Isso nos ajuda a entender como o consumo de um alimento integral, neste caso as uvas, afeta nossa saúde geral”, acrescentou.

Embora os resultados sejam considerados promissores, os autores ressaltam que o consumo de uvas não substitui medidas consagradas de proteção solar, como o uso de protetor, chapéus e roupas adequadas. Ainda assim, o estudo sugere que a fruta pode contribuir para fortalecer os mecanismos naturais de defesa da pele e ampliar os benefícios de uma dieta equilibrada.