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Luto

Geovani, ídolo do Vasco e campeão mundial sub-20, morre aos 62 anos

Ex-meia conhecido como “Pequeno Príncipe” marcou época no futebol brasileiro e enfrentava problemas de saúde nos últimos anos
Por O Correio de Hoje
19/05/2026 | 13:37

O ex-jogador Geovani, um dos principais nomes da história do Club de Regatas Vasco da Gama e símbolo do futebol capixaba, morreu nesta segunda-feira 18, aos 62 anos, em Vila Velha. Conhecido pelo apelido de “Pequeno Príncipe”, o ex-meia passou mal durante a madrugada, chegou a ser levado para um hospital da cidade, mas não resistiu.

Dono de estilo técnico marcado por dribles curtos, condução refinada e visão de jogo, Geovani construiu carreira de destaque no futebol brasileiro durante as décadas de 1980 e 1990, tornando-se referência histórica da camisa 8 vascaína antes da ascensão de Juninho Pernambucano.

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Geovani em ação contra o Flu - Foto: arquivo/ vasco da gama

Natural do Espírito Santo, iniciou a trajetória profissional nas categorias de base da Desportiva Ferroviária, de Cariacica, clube pelo qual conquistou o Campeonato Capixaba de 1980 aos 17 anos.

Em 1982, transferiu-se para o Vasco, onde viveria a fase mais marcante da carreira. O apelido “Pequeno Príncipe” surgiu em referência ao livro O Pequeno Príncipe. Ao longo de três passagens pelo clube — entre 1982 e 1989, de 1991 a 1993 e em 1995 — acumulou 408 partidas e 49 gols.

No período, integrou equipes históricas ao lado de Roberto Dinamite e Romário, participando das conquistas dos Campeonatos Cariocas de 1982, 1987, 1988, 1992 e 1993.

Geovani também teve trajetória relevante nas seleções de base e principal do Brasil. Foi campeão mundial sub-20 em 1983, torneio no qual terminou como artilheiro, com seis gols, e marcou o gol da vitória sobre a Seleção Argentina de Futebol na final.

Na campanha vitoriosa, dividiu elenco com jogadores como Bebeto, Dunga e Jorginho.

Em 1988, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul 1988 ao lado de nomes como Taffarel, Romário, Bebeto e Careca. Também integrou o elenco campeão da Copa América de 1989.

No exterior, teve passagens por clubes do México, Alemanha e Itália, com destaque para o Bologna Football Club 1909, onde atuou em 27 partidas e marcou dois gols.

Já nos anos finais da carreira, atuou por clubes de menor expressão, muitos deles no Espírito Santo, incluindo Rio Branco Atlético Clube, Desportiva Ferroviária, Serra Futebol Clube, Tupy Futebol Clube e Vilavelhense Futebol Clube. Encerrou a carreira em 2002, aos 38 anos.

Fora dos gramados, Geovani atuou como deputado estadual no Espírito Santo entre 2002 e 2006 e posteriormente exerceu funções ligadas ao governo estadual e projetos esportivos.

Nos últimos anos, enfrentava sucessivos problemas de saúde. No fim de 2025, permaneceu internado por 40 dias após sofrer duas paradas cardíacas em Vitória. Também havia sido hospitalizado anteriormente por problemas cardíacos, além de enfrentar um câncer na coluna vertebral e uma polineuropatia diagnosticada em 2006.

Mesmo com limitações motoras, continuou participando de homenagens e eventos ligados ao futebol capixaba e ao Vasco. Em fevereiro deste ano, foi homenageado pelo clube carioca em partida disputada em Cariacica. Na equipe do Vasco, é tido como um dos melhores a usar a camisa 8 do Gigante da Colina, apesar da baixa estatura.