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Trombose

Sentar por horas eleva risco de trombose

Cirurgião vascular alerta que permanecer muito tempo sentado ou em pé, sem movimentar as pernas, dificulta a circulação e aumenta o risco de trombose
Por O Correio de Hoje
21/07/2026 | 15:28

Permanecer por longos períodos sentado ou em pé, sem se movimentar, aumenta o risco de trombose. O alerta é do cirurgião vascular e angiologista Wesley Lemos, que orienta trabalhadores e pessoas que enfrentam jornadas prolongadas na mesma posição a fazer pausas frequentes para caminhar e estimular a circulação das pernas.

O médico explicou que o principal fator de risco é a imobilidade prolongada, já que a contração da panturrilha é responsável por impulsionar o retorno do sangue ao coração.

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Pequenas pausas para caminhar e estimular a circulação ajudam a reduzir esse risco durante a rotina de trabalho

“O risco é aumentado em função de a circulação das pernas estar mais parada. Quem bombeia é a panturrilha. Se você passa oito horas por dia sentado, sem se mexer, essa panturrilha não está bombeando da forma que deveria.”

Segundo o especialista, a recomendação vale para qualquer atividade em que a pessoa permaneça muito tempo na mesma posição, não apenas durante viagens longas.

“A questão de avião, carro e ônibus é porque muita gente pergunta isso no consultório, mas, na verdade, vale para a vida. Se você está trabalhando oito horas sentado, sem se levantar, precisa se movimentar.”

Pausas ajudam a estimular a circulação

Wesley Lemos orienta que pequenas pausas ao longo da jornada já ajudam a reduzir o risco.

“Eu também passo oito horas por dia sentado no consultório atendendo. Então preciso me levantar diversas vezes, de hora em hora ou de meia em meia hora. Busco um café, uma água, vou ao banheiro, estico as pernas. A movimentação ajuda a estimular a circulação e reduzir esse risco.”

O médico destacou que o mesmo princípio vale para profissionais que trabalham em pé. Segundo ele, o problema não é permanecer em pé durante o expediente, mas ficar parado por várias horas.

“Quem trabalha no comércio, em uma oficina ou em uma fábrica normalmente se movimenta. O problema é ficar quatro ou oito horas em pé, sem se mexer.”

Como exemplo, citou um paciente que atua como vigilante e permanece durante todo o turno dentro de uma guarita.

“São nessas situações de imobilidade que existe maior risco.”

Uso de meias exige avaliação médica

Outro tema abordado foi o uso das meias compressivas. Wesley Lemos afirmou que pacientes com histórico familiar de varizes devem procurar avaliação médica antes de utilizar o acessório.

“A herança familiar, em algumas famílias, é importante.”

Segundo ele, embora as meias sejam indicadas em muitos casos, existem situações em que podem agravar doenças arteriais.

“É fundamental a indicação correta da meia. Há pacientes que têm doença arterial associada e, quando colocam a meia, podem piorar.”

O médico também alertou que as meias devem ser adquiridas conforme as medidas da perna de cada paciente e substituídas periodicamente.

“A meia precisa ser comprada de acordo com as medidas da perna e, em média, trocada a cada seis meses.”