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Estudo

Pesquisa mapeia risco de leishmaniose visceral na zona Norte de Natal

Estudo identificou crescimento no número de flebotomíneos contaminados por Leishmania infantum entre 2021 e 2023 no bairro Lagoa Azul
Agora RN
13/07/2025 | 10:34

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Medicina Tropical do Rio Grande do Norte (IMT/UFRN) identificou aumento na presença de flebotomíneos contaminados por Leishmania infantum na comunidade de Nordelândia, no bairro Lagoa Azul, zona Norte de Natal.

O estudo é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do estudante Kezmy Alves, sob orientação da professora Selma Jerônimo e coorientação da bióloga Joanna Valverde.

Lei começou a valer nesta terça-feira 5, com a publicação no Diário Oficial - Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Levantamento do Instituto de Medicina Tropical mapeou a distribuição do mosquito-palha e indicou risco ampliado de infecção na comunidade de Nordelândia - Foto: Rovena Rosa / Agência BrasilFoto:

Entre 2021 e 2023, foram capturados 949 flebotomíneos na área estudada. Em 2021, as médias de contaminação variaram de 0,24 a 3,58, com 339 insetos coletados. Em 2022, as médias foram de 0,05 a 1,89, com 228 capturas. Já em 2023, houve variação de 0,00 a 5,68, com 382 capturas. Os dados indicam aumento na concentração de mosquitos contaminados ao longo do período.

A pesquisa também aponta que cães apresentam 3,25 vezes mais chances de infecção por Leishmania em comparação com os moradores da região. A presença do vetor e dos reservatórios próximos aos domicílios amplia o risco de transmissão.

Segundo os pesquisadores, ambientes com matéria orgânica em decomposição favorecem a reprodução do vetor Lutzomyia longipalpis, conhecido como mosquito-palha.

A análise espacial foi utilizada para mapear áreas com condições favoráveis à proliferação do vetor e à circulação do protozoário causador da leishmaniose visceral, que pode afetar tanto seres humanos quanto cães. A Leishmania infantum está presente na América Latina, Europa e norte da África.

Em humanos, a doença pode evoluir para quadros graves e levar à morte em até 5% dos casos sem diagnóstico e tratamento adequados. Em cães, o risco de adoecimento e morte é mais elevado.

A pesquisa ressalta que, atualmente, fatores como nutrição e vacinação aumentam a resistência da população à doença, especialmente entre crianças. Até o início dos anos 2000, a leishmaniose visceral era mais comum nessa faixa etária, mas passou a afetar com mais frequência adultos jovens nos últimos 20 anos.

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