A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), confirmou o primeiro caso de mpox na capital potiguar em 2026. Até o momento, o município contabiliza quatro notificações da doença neste ano, sendo um caso confirmado, dois suspeitos e um descartado.
O paciente é um homem de 44 anos, residente em Natal, que procurou atendimento em serviços de saúde da capital. O diagnóstico foi confirmado no dia 20 de fevereiro e o caso foi acompanhado pela equipe do Departamento de Vigilância em Saúde.

Segundo a secretaria, o paciente cumpriu isolamento domiciliar de 15 dias, conforme orientação do protocolo. Ele respondeu ao tratamento sem apresentar novos sintomas e evoluiu para cura.
A chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica, Lorena de Souza Araújo, afirmou que as notificações registradas estão dentro do padrão observado no município.
“Nos últimos anos, desde o surgimento da doença, temos notificações de casos na capital, principalmente neste período pós-férias e carnaval. Mas esse caso notificado segue dentro da normalidade”, disse.
A mpox é causada pelo vírus Monkeypox, do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. A transmissão pode ocorrer por contato com animal ou pessoa infectada ou por contato com material corporal contendo o vírus.
A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves ou moderados. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e linfonodos inchados. Também podem surgir erupções cutâneas ou lesões de pele que evoluem para crostas.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com esses sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, por meio de teste molecular ou sequenciamento genético solicitados por profissional de saúde. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e evitar compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios.
O município também disponibiliza vacinação para públicos prioritários, como pessoas maiores de 18 anos que convivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV/Aids) e profissionais de saúde que trabalham diretamente com o vírus.
Em Natal, o primeiro caso de mpox foi identificado em junho de 2022 em um paciente do sexo masculino, de 40 anos, que havia retornado de viagem à Europa. Entre 2022 e o fim de 2025, o município registrou 100 casos confirmados, 176 descartados e nenhum óbito relacionado à doença.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que continua monitorando os casos e adotando medidas de vigilância e controle conforme os protocolos do Ministério da Saúde.