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Saúde

Idosa de 72 anos é internada após consumir peixe com suspeita de intoxicação por ciguatera em Natal

Fátima Santos, de 72 anos, permanece em tratamento após consumir peixe durante um almoço no dia 27 de junho; toxina não altera sabor, cheiro ou aparência do alimento e não é eliminada pelo cozimento
Redação
13/07/2026 | 08:44

Uma idosa de 72 anos permanece internada após consumir um peixe com suspeita de intoxicação por ciguatera. A paciente, identificada como Fátima Santos, segue em tratamento em um hospital particular, segundo informações repassadas pela unidade de saúde. Ela estava acompanhada da professora aposentada Miriam Carvalho e da advogada Cynthia Carvalho, mãe e filha, que também passaram mal após consumirem o alimento, mas já receberam alta e se recuperam em casa.

O peixe foi consumido durante um almoço realizado no dia 27 de junho. Segundo Miriam Carvalho, ela preparou uma moqueca utilizando um peixe comprado em uma peixaria do bairro, que havia sido adquirido congelado. Cerca de 40 minutos após a refeição, as três começaram a apresentar os primeiros sintomas.

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Fátima Santos, de 72 anos, permanece internada após consumir peixe com suspeita de intoxicação por ciguatera - Foto: Reprodução

“Nós estávamos no dia 27 e eu resolvi fazer uma moqueca com o peixe que eu havia comprado na peixaria aqui no bairro. O peixe veio congelado, estava tudo bem. Eu fiz a moqueca, nós consumimos, eu, minha filha e minha amiga. Em prazo de 40 minutos, nós começamos a passar mal”, relatou.

Ela contou que precisou de atendimento de urgência após a intoxicação.

“Eu já estava em choque, minha pressão abaixou muito, meu coração estava batendo muito fraco. Mas, graças a Deus, diante do atendimento de urgência e da capacidade e do profissionalismo dos médicos, eu estou aqui contando essa história.”

Cynthia Carvalho afirmou que ela e a mãe também foram internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e classificou a experiência como a mais difícil que já viveu.

“Eu falo para todo mundo que eu nunca passei por algo tão terrível como o que a gente viveu, desde a Covid. Eu nunca me senti daquela forma. Na verdade, eu nunca tinha sido internada numa UTI. Então foi algo realmente assustador. Foi a experiência mais assustadora que eu já vivi na minha vida. Não só por mim, mas por ver a minha mãe também ao meu lado, sofrendo muito.”

Ela informou que Fátima Santos continua internada.

“Agora, a gente está acompanhando a nossa amiga, que infelizmente ainda não voltou para casa, ainda está internada na UTI. Nós fomos internadas também na UTI e ela está ainda internada e entubada.”

Segundo Cynthia, os sintomas permaneceram por vários dias e não existe um tratamento específico para eliminar a toxina do organismo.

“Na verdade, os primeiros 10 dias é praticamente como uma dengue. É uma dor no corpo, é uma coceira, é uma queimação no corpo, queimação na palma das mãos, queimação na sola dos pés, queimação na boca. Um cansaço que não tem explicação, não tem como descrever. E não tem tratamento. O tratamento é simplesmente descansarmos, beber muita água, nos alimentarmos bem. É simplesmente esperar até que essa toxina saia do nosso corpo. É um veneno, um verdadeiro veneno que nós ingerimos.”

A advogada também explicou que a intoxicação não está relacionada à forma como o peixe foi armazenado ou preparado.

“Eu queria também deixar bem claro que não tem nenhuma correlação com a armazenagem, com a produção, nada. Essa toxina, a gente já pesquisou e já nos foi falado, é uma alga que o peixe come em alto-mar. São peixes de água salgada. Ela não apresenta coloração diferente, não apresenta gosto diferente no peixe, não apresenta cheiro diferente. Então ela não tem nenhum alarme. O peixe estava uma delícia, tudo estava perfeito, o aroma perfeito. E 40 minutos depois, nós já estávamos com sintomas de vômitos e de diarreia, tanto que precisamos ser amparadas por ambulância.”

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas marinhas. A substância não altera o sabor, o cheiro ou a aparência do alimento e também não é eliminada pelo cozimento.

De acordo com Miriam Carvalho, Fátima Santos continua em observação na UTI e apresenta complicações neurológicas provocadas pela intoxicação.

“Está em tratamento, está na UTI. E essa toxina também agride a parte neurológica. Ela demonstrou um pouco de psicose, um pouco de esquecimento, segundo o relato da filha dela. Então ela está ainda em estado de alerta, de observação. E nós estamos aqui orando e pedindo a Deus que restaure a saúde da minha amiga e que nós estejamos juntas. Futuramente nós estejamos testemunhando essa vitória.”

O caso segue sob acompanhamento médico, enquanto familiares e amigos aguardam a recuperação de Fátima Santos. Até o momento, não foram divulgadas novas informações sobre o estado de saúde da paciente.