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Desdobramento

Piloto de jet ski fala pela primeira vez e nega ter fugido após morte na Lagoa do Bonfim

Em entrevista à TV Ponta Negra, Eduardo afirmou que participou das buscas e deixou o local após receber ameaças; defesa diz que ele será apresentado às autoridades
Agora RN
09/09/2026 | 12:41

O piloto do jet ski envolvido na morte do engenheiro Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, de 27 anos, falou pela primeira vez sobre o acidente na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta. Em entrevista à TV Ponta Negra, ele negou ter abandonado a vítima e afirmou que participou das buscas antes de deixar o local por causa de ameaças.

O corpo de Carlos Eugênio foi localizado na manhã de segunda-feira 7, após ele cair na água durante um passeio na noite anterior. A operação do Corpo de Bombeiros na Lagoa do Bonfim começou ainda na noite do desaparecimento. As circunstâncias da morte seguem sob investigação da Polícia Civil.

Piloto de jet ski durante entrevista à TV Ponta Negra
Piloto de jet ski falou à TV Ponta Negra sobre a morte de Carlos Eugênio na Lagoa do Bonfim — Foto: Reprodução/TV Ponta Negra

Piloto apresenta sua versão sobre a queda

Identificado apenas como Eduardo Rithelly, o piloto afirmou que levava Carlos na garupa e fazia uma curva para entrar na marina quando os dois caíram na água. Segundo ele, o passageiro teria se inclinado para um dos lados e puxado o condutor, provocando a queda.

Eduardo disse que conseguiu subir novamente no jet ski e passou a procurar o engenheiro, com a ajuda de outras pessoas que estavam na lagoa. Ele afirmou que todos haviam saído da marina usando colete salva-vidas e negou estar embriagado.

Defesa diz que ele saiu após cerca de uma hora e meia de buscas

O piloto afirmou que deixou a lagoa após as buscas porque recebeu ameaças. De acordo com o advogado dele, Eduardo permaneceu no local por cerca de uma hora e meia, mas saiu para preservar a própria segurança e a da família.

A defesa afirmou que pretende apresentá-lo às autoridades e que ele está disponível para colaborar com a investigação. O advogado negou que a saída do local tenha sido uma tentativa de fugir ou evitar contato com a polícia.

Familiares cobram respostas

A família de Carlos Eugênio cobra explicações sobre o acidente e apresentou questionamentos sobre o uso de colete, o horário do passeio e a conduta do piloto. As alegações dos parentes foram publicadas pelo Agora RN em reportagem anterior.

A Marina Proguard informou anteriormente que a navegação noturna não é permitida no local e que suas atividades náuticas aos domingos terminam às 18h. A empresa também disse que Carlos não usava colete no momento do acidente. Esses pontos, assim como a versão do piloto, ainda serão analisados pelas autoridades.