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Política

Vice de Flávio cobra rapidez em exame de DNA que afastaria suspeita de estupro

Deputado Alfredo Gaspar pede que STF estabeleça prazo de 72 horas para início das providências e afirma que resultado afastará acusação
Redação
07/08/2026 | 05:25

A defesa de Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) rapidez na realização de um exame de DNA. O parlamentar sustenta que a análise do material genético afastará a suspeita de estupro de vulnerável apresentada contra ele.

O DNA de Gaspar foi coletado em 23 de abril, por determinação da Justiça de primeira instância de Alagoas, após pedido formulado pelo próprio deputado federal. Em manifestação encaminhada à PGR, a defesa afirmou que a prova científica demonstrará que a suspeita é “falsa, descabida e acintosa”.

Vice de Flávio
Deputado Alfredo Gaspar pede que STF estabeleça prazo de 72 horas para início das providências e afirma que resultado afastará acusação - Foto: PL

No STF, os advogados pediram que o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, estabeleça um prazo de 72 horas para o início das providências necessárias à realização do exame. A Polícia Federal encaminhou a questão ao Supremo depois de o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentarem uma notícia-crime contra Gaspar.

Gilmar Mendes enviou o pedido à PGR, responsável por requerer a abertura formal de investigações contra autoridades com foro especial. Antes de se posicionar, o órgão solicitou diligências, entre elas a apresentação de informações adicionais por Soraya sobre a acusação.

Lindbergh e Soraya afirmam que existem “registros documentais e conversas” que apontariam, em tese, para “a prática do crime de estupro de vulnerável contra uma menina que, ao tempo dos fatos, contava 13 anos de idade”. Segundo os dois parlamentares, uma criança teria nascido da suposta relação.

Por meio da assessoria de imprensa, Soraya declarou que a solicitação de mais informações constitui um “procedimento regular, previsto no curso da investigação”. A senadora acrescentou que, ao tomar conhecimento das denúncias, “entendeu ser seu dever” encaminhá-las às autoridades competentes.

Nesta quinta-feira 6, Gaspar classificou o caso como um “ataque criminoso” de adversários, ocorrido quando ele exercia a função de relator da comissão parlamentar mista de inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“O que cabe a um cidadão de bem com o crime mais infame que pode ser atribuído a um homem de honra? A indignação. Refuto com veemência. É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente”, afirmou o candidato a vice-presidente durante conversa com jornalistas.

Deputado federal por Alagoas, Gaspar também disse confiar na condução do processo por Gilmar Mendes, apesar de reconhecer divergências anteriores com o ministro. “Gilmar nem gosta de mim, é uma pessoa que não me olha com bons olhos porque na CPI fiz críticas ao STF, mas eu tenho o maior respeito. O caso está nas mãos da pessoa certa, é o decano da corte, e eu estou inteiramente à disposição.”

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) declarou que o partido pretende enfrentar a repercussão do episódio com “a verdade”. “A gente quer que essa espada colocada na cabeça do nosso candidato seja retirada”, afirmou.

Gaspar também move ações contra Lindbergh e Soraya por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo. O deputado descartou aceitar uma eventual retratação e afirmou que “vai até o fim” com as medidas judiciais.