O candidato do Psol ao Governo do Rio Grande do Norte, Robério Paulino, utilizou uma galocha para atacar Álvaro Dias (PL) durante o debate da Band RN, realizado na noite deste domingo 9. O objeto, segundo ele, teria sido enviado por moradores de Ponta Negra como uma provocação aos problemas de alagamento registrados na área que passou pela obra de engorda da praia.
Robério levantou o tema depois que Álvaro apresentou sua experiência administrativa como uma das credenciais para governar o Estado. O candidato do Psol perguntou se o ex-prefeito de Natal havia visitado Ponta Negra depois de um período de chuva e ofereceu o calçado para que ele caminhasse pela região.

“Eu queria perguntar ao candidato Álvaro Dias se ele já foi, depois de uma chuva, à Praia de Ponta Negra. Eu vou dar daqui a pouco para ele uma galocha, que foi um presente dos moradores de Ponta Negra, candidato, para o senhor andar na sua piscina que o senhor fez em Ponta Negra”, afirmou.
Na sequência, Robério acusou Álvaro de ter prejudicado o principal cartão-postal de Natal e questionou se o mesmo modelo administrativo seria levado para o Governo do Estado. “O senhor quer destruir o Estado do Rio Grande do Norte como destruiu Ponta Negra? É isso? Nosso principal cartão-postal, prejudicando os barraqueiros, prejudicando a população, prejudicando o comércio e o turismo do Estado?”, perguntou.
“É isso que o senhor quer fazer no Rio Grande do Norte? É lamentável. Um desastre”, acrescentou o candidato do Psol.
Robério também associou a situação de Ponta Negra a outras obras da gestão de Álvaro e registrou que o Hospital Municipal foi entregue no fim de 2024 sem estar em funcionamento. “O senhor também teve 40 e tantas obras inacabadas. O Hospital Municipal que o senhor inaugurou está há dois anos sem funcionar. Essa é a experiência que o senhor quer mostrar aqui, de obras inacabadas?”, declarou.
Robério mencionou ainda o episódio em que Álvaro, então prefeito, entrou na sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) para cobrar a licença necessária à execução da engorda. “O senhor invadiu o Idema de forma irresponsável, sem ouvir o Idema, para fazer aquela bobagem que o senhor fez em Ponta Negra”, atacou.
Álvaro respondeu chamando o adversário de desinformado e afirmou que ele não conhece a realidade da capital. “O professor Robério falou que a gente destruiu Ponta Negra. Desinformado. O professor não mora aqui em Natal”, rebateu.
Durante a resposta, Álvaro mostrou uma imagem de como estava a praia antes da intervenção. Na época, Ponta Negra sofria com a erosão costeira provocada pelo avanço do mar. “Olha aqui como era Ponta Negra antes da engorda. Era assim que o professor Robério queria a Praia de Ponta Negra”, declarou.
Segundo o ex-prefeito, a obra foi necessária para impedir o avanço do mar sobre o calçadão e a deterioração do Morro do Careca. Mais adiante, em outro confronto, Álvaro afirmou que Robério e Cadu Xavier (PT) queriam que Ponta Negra continuasse destruída.
O candidato do PL disse que a engorda recuperou 50 metros de areia durante a maré cheia e 100 metros na maré seca, além de proteger empregos e investimentos turísticos concentrados na região.