O secretário Estadual de Planejamento, Gustavo Nogueira, responsabilizou gestões anteriores pela crise financeira que afeta hoje o Rio Grande do Norte. Ao ser entrevistado no Jornal da Noite (95-FM/Natal), ele declarou que os governos anteriores e as suas decisões resultaram em um descompasso entre receita e despesa nos cofres do Poder Executivo. “As escolhas que foram feitas, históricas no Rio Grande do Norte, por todas as pessoas que fazem o Rio Grande do Norte geraram o descompasso entre a receita e a despesa”, afirmou Gustavo Nogueira.
Segundo ele, a folha de pessoal representa um impacto muito forte nas despesas do Estado, como também os poderes têm uma participação muito forte nas despesas correntes liquidas. A previdência do Rio Grande do Norte, de acordo com revelações feitas pelo secretário Gustavo Nogueira, deixa um déficit mensal de aproximadamente R$ 90 milhões. “Não é fácil”, desabafou o titular da pasta de Planejamento, que acrescentou: “Realinhar esses tributos, a exemplo do que todos os entes federados estão fazendo, é uma necessidade imperiosa, mas não é apenas realinhar tributos”.

Ele reconhece que o Rio Grande do Norte não é um Estado que entrega produtos e serviços de qualidade para a sociedade. Para entregar serviços de qualidade, o Estado precisa ser competente, Um Estado capaz, um Estado racionalizado em seus métodos. Não é só realinhar tributos. É reordenar as suas despesas, diminuir as suas despesas”, analisou Nogueira.
O secretário afirmou que o problema da crise econômica não está limitado apenas ao Rio Grande do Norte. Segundo ele, todos os Estados brasileiros estão promovendo adequações fiscais como forma de conter a crise.
“O Estado brasileiro e as suas despesas assumidas não cabem mais nas receitas que se tem”, argumentou Gustavo Nogueira, revelando que ações direcionadas à questão da crise econômica devem ser elaboradas a partir de duas frentes. De acordo com o secretário, a primeira frente diz respeito ao realinhamento de tributos. “E a outra frente é fazer um enxugamento muito forte, uma racionalização ou uma melhoria na qualidade do gasto”, frisa.