Mossoró registrou dois homicídios a tiros em um intervalo inferior a 24 horas. No caso mais recente, Tarsízio Pereira da Silva, de 41 anos, conhecido como “Gugu”, foi morto enquanto trafegava de motocicleta por uma rua do bairro Dom Jaime Câmara, na região das Malvinas. Horas antes, o adolescente Ícaro Kawan Andrade de Avelino, de 17 anos, havia sido assassinado no bairro Monserrat.
Tarsízio foi atingido por disparos de arma de fogo na noite de quinta-feira, 10. Após ser baleado, ele caiu da motocicleta e permaneceu no meio da rua. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro.

Segundo as informações recolhidas durante o atendimento da ocorrência, pelo menos três suspeitos foram vistos correndo pela rua quando os policiais militares chegaram. Não há informações sobre a identidade dos homens nem sobre o veículo usado na fuga.
A área foi isolada para o trabalho da perícia. Os primeiros levantamentos apontaram que Tarsízio sofreu entre quatro e cinco disparos. Indícios encontrados no local levaram os agentes a considerar que uma pistola calibre .380 foi usada no homicídio.
“Nós fomos informados de um local de crime aqui nas Malvinas, de homicídio. Chegamos ao local, verificamos que a vítima era um homem de 41 anos e, através da perícia, constatamos aproximadamente quatro a cinco disparos de arma de fogo. Possivelmente, foi localizado o calibre .380 utilizado. E as informações que a gente tem no momento são essas: que ele foi vítima de homicídio”, relatou um dos agentes que atenderam à ocorrência.
Ainda conforme as informações policiais, Tarsízio possuía antecedentes e havia passado pelo sistema prisional. Entre os registros anteriores estava uma prisão pelo crime de tráfico de drogas.
“Consultamos também, e ele tem passagem pelo sistema prisional. Já foi preso algumas vezes, inclusive por tráfico de drogas”, acrescentou o agente.

Polícia relata “lei do silêncio”
Durante o atendimento, um policial militar afirmou que moradores da região não repassaram informações que pudessem ajudar na identificação dos autores. Ele também relatou uma possível ligação da vítima com uma organização criminosa e mencionou uma disputa territorial entre facções. A versão ainda deverá ser apurada pela Polícia Civil.
“São disparos de arma de fogo e possível elemento alvejado. Chegamos ao local, o cidadão já estava aí alvejado. A informação que se tem aqui é que ele é do Comando Vermelho e a área aqui é dominada pelo PCC, mas nada mais do que isso. Ninguém fala mais nada; a lei do silêncio impede aqui”, declarou o policial.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a motivação do assassinato. Também não há confirmação de prisões relacionadas ao caso. As circunstâncias do crime e a possível participação de cada suspeito serão apuradas durante a investigação.
Adolescente foi morto com tiros de pistola e fuzil
O homicídio de Tarsízio ocorreu menos de 24 horas depois da morte de Ícaro Kawan Andrade de Avelino, de 17 anos. O adolescente foi atingido por disparos de pistola e de fuzil calibre 5,56 mm no bairro Monserrat.
Assim como no assassinato registrado nas Malvinas, Ícaro foi baleado no meio da rua e morreu no local. As informações apresentadas até agora não indicam se os dois crimes possuem alguma ligação.
A Polícia Civil ficará responsável pelas duas investigações. Os trabalhos deverão buscar a identificação dos autores, a motivação dos homicídios e as circunstâncias em que as vítimas foram abordadas e mortas.