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Justiça

Dentista é preso novamente após condenação por transmitir HIV a namorada em RO

Homem de 41 anos foi condenado a cinco anos de prisão e é investigado em outros casos envolvendo três mulheres
Agora RN
10/09/2026 | 14:31

Um dentista de 41 anos foi preso novamente em Rondônia após ser condenado a cinco anos de prisão por transmitir intencionalmente o vírus HIV a uma mulher com quem mantinha um relacionamento. A nova prisão ocorreu na quarta-feira 9, após pedido do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que apontou risco de novas vítimas.

O homem, identificado como Jean José Dunga de Oliveira, havia sido preso em 10 de junho e, após a condenação, passou a cumprir a pena em regime semiaberto. A decisão mais recente determinou a prisão preventiva em regime fechado.

Homem sorrindo para a câmera enquanto está sentado em uma cadeira de atendimento odontológico
Dentista de Rondônia foi preso novamente após condenação por transmissão intencional do HIV - Foto: Arquivo Pessoal/Vítima

MP aponta outras possíveis vítimas

Segundo o MP-RO, pelo menos quatro mulheres foram acolhidas pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) e relataram terem sido infectadas intencionalmente pelo dentista. Outros dois processos relacionados ao caso ainda tramitam na Justiça.

Uma das mulheres, identificada na reportagem pelo nome fictício de Maria para preservar sua identidade, relatou que começou a apresentar sintomas como febre, dores no corpo, infecções recorrentes e cansaço após iniciar o relacionamento com Jean.

Ela procurou atendimento médico e recebeu o diagnóstico positivo para HIV. Durante uma consulta com uma infectologista, informou o nome do parceiro e descobriu que ele era o mesmo homem citado em uma investigação envolvendo outras três mulheres.

Dentista sabia do diagnóstico, segundo MP

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jean tinha conhecimento de que era portador do HIV havia cerca de dez anos e não teria aderido ao tratamento antirretroviral. O órgão sustenta que a transmissão ocorreu de forma intencional.

O primeiro caso levado a julgamento foi o da mulher identificada como Maria. Em 24 de agosto, Jean foi condenado a cinco anos de prisão e ao pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima.

A decisão ainda pode ser contestada pela defesa.