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Medida

Defesa de Igor Cabral pede anulação de processo em que é acusado de feminicídio

Ele foi denunciado por tentativa de feminicídio e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri; recurso será analisado pelo TJRN
Redação
27/07/2026 | 13:18

A defesa do ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral entrou com um recurso para tentar anular o processo que apura a agressão contra a promotora de vendas Juliana Garcia dos Santos Soares, em Natal. O caso completou um ano neste domingo 26 e ganhou repercussão nacional após imagens de uma câmera de segurança mostrarem o momento em que a vítima foi atingida por 61 socos dentro de um elevador.

Igor permanece preso desde o dia do crime e foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) por tentativa de feminicídio. A Justiça potiguar já decidiu que ele deve ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, considerando a gravidade das agressões e as lesões sofridas pela vítima.

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Caso completou um ano neste domingo 26 e ganhou repercussão nacional após imagens de uma câmera de segurança mostrarem o crime. Foto: Reprodução

Antes do recurso atual, a defesa havia tentado mudar a acusação de tentativa de feminicídio para lesão corporal. Os advogados argumentaram que, apesar da violência registrada nas imagens, não teria ocorrido risco imediato de morte. O pedido foi negado pela Justiça, que entendeu haver elementos que podem indicar intenção de matar.

Na nova tentativa de reverter o andamento do processo, a defesa alega que houve uma irregularidade na fase de apresentação das alegações finais. Segundo os advogados, a assistente de acusação teria recebido prazo para se manifestar depois da defesa, o que poderia comprometer o andamento do processo.

A 1ª Vara Criminal de Natal informou que a assistente de acusação não apresentou alegações finais e afirmou que a defesa teria possibilidade de complementar seus argumentos caso houvesse manifestação da parte.

O recurso será analisado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Enquanto isso, o processo continua na fase de recursos e ainda não há data marcada para o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nas redes sociais, Juliana Garcia marcou a data de um ano da agressão como um momento de “renascimento”. Ela afirmou que passou por um período de recuperação após a violência sofrida.

O caso ocorreu em um condomínio na Zona Sul de Natal e as imagens do elevador foram fundamentais para a investigação. A gravação mostrou a sequência de agressões e ajudou a embasar a acusação de tentativa de feminicídio contra Igor Eduardo Pereira Cabral.

O caso

O crime aconteceu no dia 26 de julho de 2025, em um condomínio no bairro Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. As agressões sofridas por Juliana Soares foram registradas por uma câmera de segurança localizada dentro do elevador. O acusado desferiu 61 socos na vítima e chegou a atingi-la mesmo após ela ter caído no chão.

A mulher saiu do elevador com o rosto ensanguentado e foi levada ao Hospital Walfredo Gurgel, onde foram constatadas múltiplas fraturas no rosto e no maxilar. Ela passou por cirurgia e recebeu alta hospitalar em 4 de agosto.

Após a prisão, Igor Cabral foi transferido para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim. De acordo com a Polícia Civil, antes da agressão o casal teria discutido na área de lazer do residencial durante um churrasco com os amigos, momento em que o acusado jogou o celular da vítima na piscina.

Em 7 de agosto, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte, tornando Igor Cabral réu por tentativa de feminicídio. A defesa de Igor Cabral afirmou que pediu liberdade provisória, a realização de exames psicológicos e toxicológicos, além da mudança da acusação de tentativa de feminicídio para lesão corporal.