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Conflito

Irã ameaça retaliar portos após bloqueio naval dos EUA no Golfo Pérsico

Medida eleva tensão com Donald Trump e aumenta risco para comércio global de petróleo
Por O Correio de Hoje
13/04/2026 | 16:43

O Irã ameaçou nesta segunda-feira 13, retaliar portos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã caso os Estados Unidos avancem com o bloqueio naval anunciado pelo presidente Donald Trump. A medida marca uma nova escalada nas tensões entre os dois países e eleva os riscos para o comércio internacional.

O bloqueio norte-americano entrou em vigor às 11h (horário de Brasília), com impacto direto sobre embarcações ligadas a portos iranianos. O Comando Central dos Estados Unidos informou que todos os navios com origem ou destino no Irã, além daqueles que tenham efetuado pagamentos ao país, serão impedidos de transitar pela região.

Embarcações
Escalada no Golfo Pérsico amplia risco geopolítico e pressiona rotas - Foto: Imagem de IA+

A ação foi acompanhada por alertas da agência marítima do Reino Unido (UKMTO), que orientou embarcações sobre o início da interdição. A medida também restringe o tráfego no Estreito de Ormuz, permitindo apenas a passagem de navios sem vínculo com o Irã.

Em resposta, o Exército iraniano classificou a iniciativa como ilegal e afirmou que poderá reagir de forma proporcional. Em comunicado divulgado pela emissora estatal Irib, o país afirmou que “a segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é ou para todos ou para ninguém”, sinalizando que eventuais restrições aos portos iranianos poderão afetar toda a região.

O posicionamento reforça a disposição de Teerã em responder ao aumento da pressão militar e econômica dos Estados Unidos, em meio à ausência de acordo para encerrar o conflito entre os países. Washington tem intensificado medidas para forçar o Irã a abandonar seu programa nuclear, considerado uma ameaça por aliados ocidentais.

A imposição do bloqueio naval representa uma nova ferramenta de pressão na estratégia americana e ocorre em um ambiente já marcado por instabilidade, envolvendo também Israel. A iniciativa amplia o risco de incidentes militares e coloca em xeque tentativas de manutenção de cessar-fogo na região.

Especialistas apontam que a escalada pode ter impactos relevantes sobre o fluxo global de petróleo, uma vez que o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de exportação da commodity. Qualquer interrupção no tráfego tende a pressionar preços e gerar volatilidade nos mercados internacionais.

O cenário atual indica aumento da incerteza geopolítica, com potencial de desdobramentos tanto no campo militar quanto econômico, à medida que EUA e Irã ampliam o confronto em torno de interesses estratégicos na região.