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Julgamento

“Capacidade” de ex-servidor que atentou contra promotores é polêmica em júri

Para advogado Gabriel Bulhões, “as discussões serão em torno da plena capacidade, da capacidade relativa, ou incapacidade” de Guilherme Wanderley Lopes da Silva
David Freire e Jalmir Oliveira
11/12/2018 | 10:02

Com uma grande movimentação no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Lagoa Nova, o julgamento do ex-servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Guilherme Wanderley Lopes da Silva, que atentou contra três promotores, em março de 2017, promete ser prolongado. Pelo menos essa é a expectativa tanto dos advogados de acusação e defesa que participam do júri, que começou na manhã desta terça-feira, 11.

Um dos principais pontos de polêmica no julgamento diz respeito à capacidade dele. “As discussões serão em torno da plena capacidade, da capacidade relativa, ou incapacidade”, comentou o advogado Gabriel Bulhões, que compõe a parte de acusação no julgamento.

"Capacidade" de ex-servidor que atentou contra promotores é polêmica em júri - Agora RN

Segundo ele, não há dúvidas de quem cometeu o fato. “Há dois documentos oficiais dentro do processo: um pela plena capacidade e outro pela parcial capacidade do acusado”, declarou. “Entre um e outro [documento] estará a tese de defesa e acusação”, completou Bulhões.

Ainda de acordo com o advogado de acusação, o “julgamento não será necessariamente técnico” e “há uma imprevisão muito grande”.

Integrante da defesa do ex-servidor do MPRN, o advogado Jonas Antunes comentou que é um “processo complexo, cheio de detalhes”. “Defesa e acusação deverão esmiuçar todos os argumentos. Será júri longo e histórico”, definiu.

Ex-procurador-geral de Justiça e uma das vítimas do atentado, Rinaldo Reis, foi ouvido no julgamento sem a presença do acusado, Guilherme Wanderley. Ao longo do dia, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa além dos advogados das partes.

Memória

Em março de 2017, o servidor público Guilherme Wanderley Lopes da Silva atentou contra três promotores de Justiça dentro da sede da Procuradoria-Geral de Justiça.

O então procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis; o procurador-geral adjunto Jovino Pereira Sobrinho; e o promotor Wendell Beethoven Ribeiro Agra foram as vítimas. Dos três, Guilherme atingiu Jovino e Wendell, que foram hospitalizados, se submeteram a procedimentos médicos e se recuperaram dos tiros que os atingiram.