Levar jovem para dentro de órgão público, em regime de aprendizagem, é o caminho que o Instituto Euvaldo Lodi no Rio Grande do Norte (IEL-RN) escolheu para ampliar a formação profissional no Estado. A entidade abriu uma rodada de conversas com instituições públicas apoiada no programa Impulsiona IEL, que busca parcerias para receber participantes pela modalidade de cota alternativa de aprendizagem.
A ideia é encurtar a distância entre a capacitação profissional e as vagas que existem dentro de repartições e tribunais. As visitas, feitas a órgãos públicos potiguares, cumprem dois papéis: mostrar como o programa funciona e sondar, caso a caso, a disposição de aderir.

Por trás da proposta está o entendimento de que a aprendizagem profissional pode facilitar a primeira experiência no mercado. Ao mesmo tempo, o instituto tenta montar uma rede de instituições capazes de receber esses jovens ao longo do período de formação.
O gargalo que o programa tenta atacar
Entrar no mercado de trabalho, para quem é jovem, não depende apenas de haver vagas abertas. Depende também de conseguir a experiência profissional que essas vagas costumam exigir.
É nessa passagem que os programas de aprendizagem se colocam, oferecendo ao mesmo tempo curso e prática a quem, na maioria das vezes, jamais pisou num ambiente de trabalho formal.
O Impulsiona IEL organiza essa entrada em torno de um mecanismo: a cota alternativa de aprendizagem. Com a articulação conduzida pelo instituto, órgãos públicos passam a poder receber os jovens, o que amplia os espaços disponíveis para as atividades do processo de aprendizagem e coloca os participantes diante de rotinas administrativas e profissionais em ambientes estruturados.
A aprendizagem profissional não funciona só como porta de entrada para quem procura experiência. Ela opera igualmente como mecanismo de qualificação de mão de obra: durante a formação, o participante desenvolve competências e conhece de perto procedimentos e responsabilidades que fazem parte do cotidiano de trabalho.
É essa dobradinha entre capacitação e experiência que está no centro do Impulsiona IEL. A intenção declarada não é apenas abrir oportunidades de aprendizagem, mas fazer com que o jovem construa conhecimento capaz de sustentar a permanência dele no mercado depois que a formação terminar.
Tribunal de Contas e Justiça Federal
Uma das primeiras portas em que o instituto bateu foi a do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN). Quem expôs o programa foi o superintendente do IEL-RN, Jaime Mariz, numa reunião que teve à frente o presidente da Corte de Contas, Carlos Thompson Costa Fernandes. A visita integra a rodada de aproximação com instituições capazes de entrar na iniciativa.
Na sequência, o Impulsiona IEL chegou à Direção do Foro da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN). Participaram da reunião o diretor do Foro, Fábio Bezerra; o juiz federal Marco Bruno Miranda Clementino, que dirige o Núcleo Regional da Escola de Magistratura Federal; e o diretor da Secretaria Administrativa da JFRN, Breno Alves.
Chegar a órgãos como o Tribunal de Contas e a Justiça Federal amplia o alcance institucional que o programa pretende ter. Ao procurar instituições de áreas diferentes, o IEL-RN tenta construir possibilidades variadas de inserção para os jovens em formação.
As articulações foram noticiadas na edição desta quinta-feira 3 de O Correio de Hoje: IEL amplia acesso de jovens ao emprego.