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Avaliação
“Estrutura viciada”, diz vice da Fiern ao defender privatização da Codern
Pedro Terceiro, que já presidiu a companhia entre 2012 a 2014, afirmou que seria o melhor caminho para o estado. Atual diretor-presidente evitou fazer comentários
Marcelo Hollanda
04/02/2019 | 09:26

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Pedro Terceiro, defendeu nesta segunda-feira, 4, a privatização da Companhia Docas do RN (Codern).

“A Codern é uma estrutura viciada de muito tempo. Só não sei como seria a viabilidade dessa privatização com as atuais pendências do sal”, afirmou referindo-se ao porto-ilha de Areia Branca, por onde é movimentada quase toda a produção salineira do Brasil.

“É preciso examinar melhor essa questão, considerando o impacto na balança comercial do estado”, observou. Mesmo assim, acrescentou: “organizar e privatizar é o melhor caminho para o estado”.

Pedro Terceiro presidiu da Companhia Docas do Rio Grande do Norte entre 22 de janeiro de 2012 e 30 de maio de 2014.

No começo da manhã, respondendo a uma indagação do Agora RN sobre a privatização das companhias docas, a assessoria do presidente da Codern, Fernando Dinoá, disse que ele não iria se pronunciar a respeito.

Na quarta-feira, 30, em Brasília, integrantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT) e associações empresariais do setor de transporte defenderam o aumento da eficiência e a privatização das companhias docas, empresas que administram os portos.

Um texto, repercutindo essa posição, foi publicada no site da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte. Nele, o presidente da ANUT, Luiz Baldez, afirma que “as chamadas companhias docas são insustentáveis do ponto de vista financeiro”.

Entre os motivos alegados por ele estão o alto endividamento das companhias docas, que “não têm condições de pagar dívidas de curto e longo prazo, não têm como investir nem como fazer dragagem”.

O presidente da ANUT cita que o governo federal só tem três possíveis caminhos: “manter a situação como está com a continuidade de política de subsídios ineficientes; implantar uma nova governança como empresa pública; ou desestatizar a administração pública”.

Já na avaliação da CNI, “a manutenção das estatais na administração dos portos representou a continuidade de uma atuação caracterizada por problemas de gestão e por volume de investimento insuficiente para atender à expansão do comércio exterior do país. O cenário é de baixa capacidade gerencial, elevados passivos trabalhistas e dificuldade para promover as transformações necessárias para elevar a eficiência dos portos públicos a padrões internacionais”.

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