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Opinião

A reta final e o voto que monta o próximo poder

São 111 candidaturas a deputado federal no RN disputando oito cadeiras, numa batalha silenciosa que decide a bancada do Estado em Brasília
Thiago Medeiros
23/09/2026 | 21:41

A eleição entrou definitivamente na reta final. Faltam poucos dias para o eleitor potiguar ir às urnas e, mais uma vez, a sociedade brasileira terá a oportunidade de escolher quem pretende colocar à frente dos governos e, também, quem irá representá-la no Congresso Nacional.

É justamente aí que vale ampliar o olhar. A eleição não termina no voto para governador. O eleitor terá diante de si uma sequência de escolhas que, somadas, formarão o desenho político dos próximos anos. E, nesse tabuleiro, o voto proporcional ganha importância especial.

Urna eletrônica preparada para receber votos nas Eleições Gerais de 2026
Imagem de arquivo: urna eletrônica preparada para as Eleições de 2026; o eleitor potiguar escolhe oito dos 111 candidatos a deputado federal — Antonio Augusto/TSE

No Rio Grande do Norte, são 111 candidaturas registradas para deputado federal disputando oito cadeiras na Câmara dos Deputados. Isso significa que, enquanto a atenção pública costuma se concentrar na disputa majoritária, existe uma batalha silenciosa acontecendo pela composição da bancada federal.

E os deputados federais são peças importantes desse xadrez. São eles que participam das decisões sobre orçamento, legislação, emendas, projetos estruturantes e da própria correlação de forças em Brasília. Escolher um deputado não deveria ser apenas repetir um nome conhecido ou acompanhar uma chapa majoritária. É também escolher quem terá voz nas decisões que afetam diretamente o Rio Grande do Norte.

Na disputa pelo Governo, os últimos dias serão de máxima intensidade. As campanhas correm contra o relógio, enquanto tentam consolidar suas estratégias e transformar mobilização em voto. A presença de Allyson Bezerra, Cadu Xavier e Álvaro Dias mantém uma disputa aberta em que cada movimento pode ganhar peso na reta final.

Um movimento que chama atenção é o de Álvaro Dias na busca pelo eleitor identificado com o bolsonarismo. A expectativa de que esta agenda de Flávio Bolsonaro no Estado reforce a importância que este segmento passou a ter na estratégia eleitoral e também para o próprio êxito do grupo político ao redor do candidato, aliás 2028 é logo ali.

Do outro lado, a campanha de Allyson trabalha com um cenário que também coloca em discussão a possibilidade de uma decisão ainda no primeiro turno. É uma hipótese que depende, evidentemente, da capacidade de manter votos, ampliar apoios e impedir que a disputa se desloque para uma segunda rodada.

Mas talvez a pergunta mais importante seja outra: quem conseguirá chegar ao segundo turno, caso ele aconteça, e com qual força política?

A resposta será dada pelo eleitor.

E é exatamente por isso que a reta final merece atenção. Não apenas para escolher governador, senador ou presidente, mas também para decidir quais deputados federais representarão o Estado.

A urna é a mesma. As escolhas são várias. E o futuro político do Rio Grande do Norte será resultado de todas elas.