Mal terminou a eleição para o Governo do RN, e uma nova disputa já movimenta os bastidores da política potiguar: quem vai comandar a Assembleia Legislativa a partir de fevereiro de 2027?
A eleição será decidida pelos 24 deputados estaduais, e as articulações já começam a desenhar os possíveis cenários.

O grupo do governador eleito Cadu Xavier (PT) conta com sete deputados da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Somados aos três parlamentares do PSDB, que se aproximou do grupo no segundo turno, são dez votos. Faltariam três para alcançar os 13 necessários à eleição da Mesa Diretora.
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E é nesse cenário que entra Fábio Dantas (PSDB).
O ex-vice-governador, marido da deputada Cristiane Dantas (PSDB), pode assumir um papel importante nas articulações entre diferentes grupos políticos, funcionando como elo na construção de uma maioria para o novo governo. Ezequiel Ferreira (PSDB), atual presidente da Assembleia, também participa desse tabuleiro.
Afinal, Cadu precisará de uma base parlamentar para garantir governabilidade, e isso passa por diálogo e composição política.
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Do outro lado, o PL tem sete deputados e deve iniciar a legislatura na oposição.
O fiel da balança está no centro: seis deputados da federação União Progressista (União Brasil e PP) e um do MDB. São sete votos que podem definir o rumo da disputa.
Nesse grupo, nomes como Neilton Diógenes, Kléber Rodrigues, Júlio César e Nelter Queiroz, ambos do PP, além de Bibiano (MDB), aparecem como possíveis integrantes de uma composição governista. Já com Cinthia de Allyson e Robson Carvalho, do União Brasil, a negociação é mais difícil.
Se o governo conseguir atrair cinco desses parlamentares, poderá formar uma base de 15 deputados. Uma maioria importante para a eleição da Mesa e para a sustentação política de Cadu.
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Mas existe outro cenário. Uma eventual união entre PL e os partidos de centro somaria 14 votos. O desafio seria chegar a um entendimento sobre quem ficaria com a presidência e como seriam divididos os espaços de poder.
E quem pode assumir a presidência?
Sandra Rosado: experiência e articulação nos bastidores
Há um nome que merece destaque nos bastidores da campanha de Cadu Xavier (PT) e Larissa Rosado (PSB) em Mossoró: a ex-deputada Sandra Rosado.
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Longe dos holofotes, Sandra teve papel importante na articulação política, reunindo lideranças e aproximando forças na cidade e na região. Uma experiência construída ao longo de décadas de vida pública, com raízes na trajetória do pai, Vingt Rosado.
Sandra e Laíre Rosado, dois nomes históricos da política mossoroense, também foram alvos de ataques políticos durante a disputa do segundo turno, em meio ao confronto com o grupo de Allyson Bezerra (União).
A eleição passou, mas fica o registro: Sandra mostrou que experiência, diálogo e capacidade de articulação continuam tendo espaço na política. E nos bastidores de Mossoró, sua participação não passou despercebida.
Continuidade ou renovação
A formação do secretariado de Cadu Xavier (PT) começa a alimentar as expectativas do meio político. Na avaliação desta coluna, seis nomes da atual gestão merecem atenção: Luciana Daltro (Controladoria), Raimundo Alves (Gabinete Civil), Coronel Araújo (Segurança), Guilherme Saldanha (Agricultura), Daniel Cabral (Comunicação) e Natércia Nunes (DER). São quadros que podem ser considerados tanto para permanecer nas funções atuais quanto para ocupar outros espaços na administração estadual.
“Eu não vou abandonar a minha essência. Foi assim que eu fui eleito, e é assim que eu vou ser governador”
Cadu Xavier, governador eleito do Rio Grande do Norte