A campanha para o Governo do Rio Grande do Norte já está nas ruas, mas o dinheiro das direções nacionais dos principais partidos ainda não apareceu nas contas dos três candidatos que lideram a disputa.
Até a noite desta quarta-feira 26, Allyson Bezerra (União) é quem registra o maior volume de recursos entre os três: R$ 298 mil. Desse total, R$ 48 mil foram repassados pelo candidato a vice-governador Hermano Morais (MDB) e R$ 250 mil chegaram através do diretório estadual do União Brasil.

Já Álvaro Dias (PL) recebeu R$ 15 mil, recurso transferido pelo seu candidato a vice, Babá Pereira (PL).
A situação mais curiosa é a de Cadu Xavier (PT). Até agora, nenhum recurso entrou na conta de campanha do candidato ao Governo.
O cenário chama atenção principalmente pelo peso nacional das legendas envolvidas. PT, PL e União Brasil estão entre os partidos com maior estrutura e acesso aos recursos destinados ao financiamento das eleições. Por isso, havia a expectativa de que, neste estágio da campanha, pelo menos uma primeira parcela mais robusta dos recursos partidários ou do Fundo Especial de Financiamento de Campanha já tivesse chegado às candidaturas majoritárias no Rio Grande do Norte.
“Eu não sou a Mãe Dináh” — Daniella Marques, guru econômica de Flávio Bolsonaro, ao ser questionada sobre como será o corte de gastos em eventual governo
Não é só no RN
A demora dos grandes repasses não é exclusividade potiguar. Em outros estados, candidatos ao Governo pelo PL e pelo União Brasil também começaram a campanha sem receber parcelas do Fundo Eleitoral. Em Rondônia, por exemplo, Marcos Rogério (PL) e Hildon Chaves (União) só estão com recursos próprios.
Muito dinheiro para distribuir
E dinheiro não falta aos partidos. O PL possui a maior fatia do Fundo Eleitoral de 2026, com aproximadamente R$ 881,6 milhões. O União Brasil tem cerca de R$ 526,2 milhões. O PT, por sua vez, dispõe de aproximadamente R$ 615,4 milhões. A questão agora é saber quanto desse bolo cada direção nacional reservará para as disputas estaduais.
Styvenson: líder, mas…
Styvenson Valentim (Podemos) continua liderando a corrida para o Senado, segundo as pesquisas. A posição é confortável, mas menos do que já foi. O senador precisa observar a estagnação apontada por diferentes levantamentos e entender uma regra básica da eleição: quem lidera também precisa fazer campanha.
A receita de Rafael e Samanda
Rafael Motta (PDT) e Samanda Alves (PT) aparecem empatados nas últimas pesquisas. A coincidência dos números reforça uma estratégia que esta coluna já vinha apontando: um precisa tentar virar o segundo voto do eleitor do outro. Se a dobradinha funcionar de verdade, os dois podem crescer juntos. E ainda carregam um ativo importante: Lula.
Hélio precisa furar a bolha
O desempenho de Coronel Hélio (PL) nas pesquisas reforça seu principal desafio: ampliar a candidatura para além do eleitorado mais identificado com Jair Bolsonaro (PL). Essa base é importante, mas dificilmente será suficiente sozinha para garantir uma das duas vagas. Hélio precisa furar a bolha sem perder sua identidade. É trabalho para a política — e para o marketing.
Movimento em Parelhas
Nos bastidores, a informação é que Dra. Júlia Almeida e o prefeito de Parelhas, Dr. Thiago Almeida, devem anunciar apoio a Kaline de Dr. Bernardo para deputada estadual. A movimentação ocorre depois de Dra. Júlia desistir da própria candidatura à Assembleia Legislativa. Ela é filiada ao PSDB.