Cerca de 200 quilos de resíduos foram retirados da Praia da Redinha, na Zona Norte de Natal, durante um mutirão realizado neste sábado 19, em alusão ao Dia Mundial da Limpeza. A ação reuniu mais de 100 pessoas e durou pouco mais de uma hora.
A coleta foi concentrada principalmente nas proximidades do Mercado Público da Redinha e na área utilizada por pescadores e banhistas. A Prefeitura do Natal participou da mobilização por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

Segundo a professora da Funcern Daiana Torres, o volume recolhido chamou a atenção porque foi registrado em um período menor do que o das edições anteriores.
“Atingimos a expectativa de público e de coleta. Neste ano, o mutirão teve duração menor, com pouco mais de uma hora de atividade, e mesmo assim conseguimos recolher cerca de 200 quilos de resíduos”, afirmou.
Em edições anteriores, realizadas em praias como Ponta Negra, Praia do Meio, Praia dos Artistas e Miami, foram recolhidos cerca de 300 quilos em aproximadamente duas horas de atividade, segundo a organização.
A mobilização foi organizada pelo Núcleo de Extensão e Prática Profissional em Soluções Ambientais do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (NEPPSA/IFRN), em parceria com a Mútua, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), a Associação Profissional dos Engenheiros Ambientais do Rio Grande do Norte (APEA-RN) e outras instituições.
Estudantes do IFRN e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), representantes das entidades e voluntários participaram da ação.
Para o secretário da Semurb, Sérgio Pinheiro, o descarte irregular de resíduos nas ruas também pode contribuir para a chegada de lixo às praias por meio do sistema de drenagem.
“Essa ação faz um chamado para que a sociedade olhe não apenas para a praia, mas para a cidade como um todo. Parte dos resíduos descartados inadequadamente nas ruas pode ser carregada pelo sistema de drenagem e chegar às praias e ao mar”, afirmou.
Pinheiro também destacou a presença do manguezal na região da Redinha e defendeu a participação de moradores, frequentadores, comerciantes, pescadores e do poder público na conservação do local.
A organização afirma que, além da retirada dos resíduos, o mutirão busca incentivar a educação ambiental e a destinação adequada do lixo.