O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado 19, durante agenda de campanha em Florianópolis (SC), que representantes do agronegócio deveriam “se ajoelhar” diante dos recursos destinados pelo governo federal ao setor.
Durante o discurso, Lula chamou ao palanque Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, e sugeriu que ele reunisse representantes do agronegócio do estado para perguntar por que o setor não apoia o governo.

“Por que eles [agro] não gostam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, afirmou.
Lula também citou ações do governo federal voltadas ao setor e disse ter aberto 118 mercados para a comercialização de produtos brasileiros.
“São 118 mercados que o Lulinha que eles não gostam abriu para eles venderem os produtos deles”, declarou.
Na sequência, o presidente questionou o apoio de parte do agronegócio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e criticou a atuação do governo anterior durante a pandemia de Covid-19.
“Por que eles são bolsonaristas? Porque não pode ser pela educação, pela saúde”, afirmou.
Durante o mesmo evento, Lula também voltou a falar sobre Jair Bolsonaro e disse que pretende vencer a eleição para mantê-lo preso.
“A ideia do outro [Flávio Bolsonaro] é ‘eu quero ganhar as eleições pra tirar o meu pai da cadeia’, e eu quero ganhar pra manter ele na cadeia”, declarou.
Além de Gelson Merísio, participaram do evento a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, os candidatos ao Senado Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT), e Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora.