O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra, do União Brasil, passou de 37,1% para 46,21% das intenções de voto entre as mulheres, na comparação entre o levantamento de abril e a pesquisa Exatus realizada de 14 a 16 de setembro. No recorte feminino da rodada mais recente, o candidato Cadu de Lula, do PT, aparece com 20,96%, seguido pelo candidato Álvaro Dias, do PL, com 17,55%. A pesquisa foi contratada pelo Grupo Agora RN, responsável pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje.
O resultado coloca Allyson 25,25 pontos percentuais à frente de Cadu entre as eleitoras. A diferença entre o petista e Álvaro é de 3,41 pontos, uma vantagem numérica que não pode ser interpretada como estatisticamente definitiva com base na margem de erro geral do levantamento. O cruzamento reúne 792 mulheres, dentro da amostra estadual de 1.500 entrevistados.

Ainda no cenário estimulado feminino, o candidato Rodrigo de Bolsonaro, do Agir, registra 0,13%. A opção nenhum, branco ou nulo soma 5,43%, enquanto 9,72% não sabem ou não responderam. Os demais nomes apresentados para o Governo não receberam indicações nesse recorte. Na pergunta estimulada, os entrevistados escolhem após a apresentação da lista de candidatos.

Crescimento nas cinco rodadas consideradas
A trajetória do candidato do União Brasil entre as mulheres é de 37,1% na pesquisa de 14 a 17 de abril, 39,5% no levantamento de 26 a 29 de maio e 42,3% na rodada de 7 a 10 de julho. Nos dois levantamentos de setembro considerados na comparação, o candidato alcançou 45,36%, de 7 a 9, e 46,21%, de 14 a 16. Entre o primeiro e o último resultado, o avanço é de aproximadamente 9,1 pontos percentuais.
O candidato do PT também termina a série acima do patamar de abril. O candidato tinha 10,8%, passou a 15,6% em maio e registrou 13,1% em julho. Em setembro, foi de 16,21% para 20,96%, uma alta de 4,75 pontos entre os dois levantamentos do mês. Na comparação com abril, o crescimento é de aproximadamente 10,2 pontos, o maior acréscimo em pontos percentuais entre os três nomes nesse intervalo.
O candidato do PL percorreu o caminho inverso no trecho final da série. Partiu de 21,7% em abril, registrou 23,3% tanto em maio quanto em julho e apareceu com 21,31% na pesquisa de 7 a 9 de setembro. Na rodada mais recente, marcou 17,55%, recuo de 3,76 pontos em relação ao levantamento imediatamente anterior considerado nesta comparação.
A mudança altera a ordem da segunda posição entre as mulheres. Na pesquisa de 7 a 9 de setembro, Álvaro estava numericamente à frente de Cadu por 5,10 pontos. Na rodada seguinte, o petista passou à frente por 3,41 pontos. Allyson, por sua vez, mantém o maior percentual nas cinco pesquisas consideradas e amplia a distância para o segundo colocado, de 15,4 pontos em abril para 25,25 pontos no levantamento mais recente.
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Diferenças entre mulheres e homens
O apoio a Allyson é maior no recorte feminino do que no masculino. Enquanto o candidato registra 46,21% entre as mulheres, alcança 39,69% entre os homens, diferença de 6,52 pontos percentuais. Álvaro apresenta o comportamento oposto: seus 17,55% entre as eleitoras contrastam com 23,87% entre os eleitores. Cadu tem percentuais próximos nos dois grupos: 20,96% entre mulheres e 20,90% entre homens.
Também é diferente a ordem numérica de Cadu e Álvaro. Entre as mulheres, o petista aparece em segundo; entre os homens, essa posição é ocupada pelo candidato do PL. O levantamento descreve preferências de grupos distintos e não permite concluir que eleitores tenham transferido seus votos de um nome para outro ao longo do período.
Allyson entre as eleitoras
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Idade e escolaridade
Allyson registra o maior percentual nas cinco faixas etárias femininas pesquisadas. Seu resultado mais elevado está entre as mulheres de 16 a 24 anos: 49,64%, contra 21,58% de Cadu e 10,07% de Álvaro. Entre as eleitoras de 25 a 34 anos, os percentuais são de 45,51% para Allyson, 19,76% para Álvaro e 16,77% para Cadu. Na faixa de 35 a 44 anos, aparecem, respectivamente, com 45,93%, 22,67% e 17,44%.
Entre as mulheres de 45 a 59 anos, Allyson soma 46,39%, Cadu tem 24,23% e Álvaro registra 14,95%. Entre as eleitoras com 60 anos ou mais, são 43,33%, 25,83% e 20%, respectivamente. É nessa última faixa que Cadu alcança seu maior percentual feminino por idade, enquanto o melhor resultado de Álvaro ocorre entre as mulheres de 35 a 44 anos.
No cruzamento por escolaridade, Allyson chega a 50,35% entre as mulheres com ensino superior incompleto ou completo. Nesse grupo, Cadu tem 19,58% e Álvaro, 17,48%. Entre as eleitoras com ensino fundamental incompleto ou completo, o candidato do União Brasil registra 48,88%, seguido por Cadu, com 21,91%, e Álvaro, com 12,36%.
Na faixa de ensino médio incompleto ou completo, Allyson marca 44,39%, Cadu aparece com 20,15% e Álvaro, com 19,90%. Entre as mulheres sem escolaridade formal ou que apenas leem e escrevem, os índices são de 41,77%, 25,32% e 17,72%, respectivamente. Esses resultados descrevem subgrupos menores da amostra e exigem cautela na interpretação das diferenças.

Preferência presidencial e recorte territorial
O cruzamento com a intenção de voto para presidente mostra composições diferentes do voto feminino para o Governo. Entre as 412 entrevistadas que declaram voto em Lula (PT) para presidente, Allyson registra 43,45%, Cadu tem 37,86% e Álvaro, 4,61%. Entre as 236 eleitoras que escolhem Flávio Bolsonaro (PL) para presidente, Allyson e Álvaro aparecem numericamente próximos, com 44,92% e 43,22%; Cadu tem 1,27%.
Entre as 73 mulheres que indicam Augusto Cury (Avante) para presidente, Allyson soma 60,27%, Álvaro registra 12,33% e Cadu, 5,48%. O tamanho menor desse grupo recomenda atenção adicional: os percentuais não representam o conjunto do eleitorado feminino nem autorizam projeções sobre transferência de apoio entre candidaturas.
Na região geográfica imediata de Natal, considerando os municípios abrangidos pela pesquisa e não apenas a capital, Allyson tem 47,27% entre as 330 mulheres entrevistadas. Álvaro marca 20,30% e Cadu, 19,70%. Já no conjunto pesquisado da região imediata de Mossoró, com 123 entrevistadas, Allyson alcança 53,66%, Cadu aparece com 21,14% e Álvaro, com 5,69%. Os dois recortes utilizam o agrupamento de municípios por regiões imediatas, distinto da divisão metropolitana ou das regiões tradicionais do Estado.
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Lembrança espontânea e respostas sem candidato
Sem a apresentação da lista de candidatos, Allyson é citado espontaneamente por 37,63% das mulheres. Cadu aparece com 17,42% e Álvaro, com 14,39%. Nesse formato, 28,79% não sabem ou não responderam e 1,64% indicam nenhum, branco ou nulo. Há ainda uma menção a outro nome, equivalente a 0,13% do recorte feminino.
A comparação entre os formatos mostra que a parcela sem resposta definida é maior na espontânea: 28,79%, ante 9,72% na estimulada. Já a comparação histórica da estimulada aponta uma redução mais acentuada nas respostas sem escolha de candidato por opção: a categoria “nenhum”, que somava 17,8% entre as mulheres em abril, contrasta com os 5,43% registrados em “nenhum, branco ou nulo” na última rodada. As respostas de desconhecimento ou ausência de resposta ficam em patamares mais próximos: 10,5% em abril e 9,72% em setembro.
Dados da pesquisa
A rodada mais recente foi realizada pelo Instituto Exatus de 14 a 16 de setembro de 2026, com 1.500 entrevistas em 53 municípios do Rio Grande do Norte, por contratação do Grupo Agora RN, jornais Agora RN e O Correio de Hoje. A amostra inclui 792 mulheres e 708 homens. A margem de erro divulgada para o conjunto estadual é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-03910/2026 e BR-06311/2026. A margem geral não se aplica automaticamente ao recorte feminino nem aos cruzamentos por idade, escolaridade, preferência presidencial ou região. As comparações históricas reúnem entrevistas realizadas em momentos distintos e não acompanham as mesmas pessoas ao longo do tempo.