O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido com que o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) tentava barrar o reajuste do Bolsa Família. O motivo foi processual: segundo a decisão, o parlamentar não tinha legitimidade, ou seja, não estava entre as pessoas ou entidades que a lei autoriza a entrar com esse tipo de pedido.
Por isso, o TSE não chegou a examinar se o aumento do benefício, anunciado a 17 dias da eleição, está de acordo com a legislação eleitoral. O mérito da questão continua sem julgamento.

O reajuste eleva o valor mínimo pago às famílias de R$ 600 para R$ 691. A conta é de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O gasto não estava previsto nem no Orçamento de 2026 nem na proposta orçamentária de 2027, e o governo terá de remanejar recursos para cobri-lo. Os beneficiários receberão os novos valores entre 19 e 30 de outubro.
Dinheiro das campanhas
Na disputa pela Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou ter recebido R$ 48,4 milhões em doações para a campanha, 17% a mais que os R$ 41,1 milhões informados pela campanha do presidente Lula (PT). Nos dois casos, quase todo o dinheiro saiu dos partidos: foram 96% dos recursos de Flávio e 97% dos que o petista recebeu. Ronaldo Caiado (PSD-GO) aparece em terceiro lugar, com R$ 9,5 milhões.