Uma pergunta que tenho ouvido bastante depois das eleições é sobre o tamanho político de Allyson Bezerra (União). Afinal, ele saiu dessa disputa como uma liderança estadual consolidada ou ainda tem um caminho a percorrer? Allyson começou a eleição como favorito ao Governo do Estado, conseguiu reunir a maior aliança partidária da disputa — com União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, Solidariedade, PRD e Avante —, mas acabou derrotado por Cadu Xavier (PT).
É preciso reconhecer que não foi pouca coisa. Allyson demonstrou capacidade de articulação, reuniu apoios em diferentes regiões e conseguiu levar seu nome para além das fronteiras de Mossoró. Isso tem peso político e não pode ser desconsiderado. Mas uma coisa é montar uma aliança para disputar uma eleição. Outra é conseguir manter esse grupo unido depois que as urnas são fechadas.

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E aqui entra um detalhe que me chamou atenção. Passada a eleição, não vi grandes manifestações públicas dos partidos e das lideranças que estiveram com Allyson reafirmando a continuidade daquela aliança. Poucos apareceram para dizer que o projeto continua ou que seguirão juntos politicamente.
Isso não significa rompimento. Pode ser apenas o momento de cada um reorganizar sua vida política. Mas é algo que merece atenção, principalmente porque a maioria dos partidos que integraram a aliança possui comando próprio e interesses independentes.
Allyson já demonstrou força política em Mossoró. Tem seu grupo, sua história e uma presença que ninguém pode ignorar. Fora da cidade, a campanha ampliou sua projeção e abriu portas para novas relações políticas.
Na minha avaliação, Allyson não saiu pequeno dessa eleição. Seria um erro dizer isso. Mas também considero precipitado colocá-lo, desde já, entre as grandes lideranças estaduais consolidadas.
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Ele ganhou projeção, ampliou relações e mostrou capacidade de disputar espaços maiores. O desafio agora é transformar esse capital eleitoral em influência política permanente.
“Eu não vou abandonar a minha essência. Foi assim que eu fui eleito e é assim que vou ser governador.”
Cadu Xavier, governador eleito do Rio Grande do Norte
Nome certo
Lairinho Rosado (PSB) é um dos nomes que chegam fortalecidos para a montagem do secretariado de Cadu Xavier (PT). Hoje à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Lairinho tem seu trabalho reconhecido e reúne experiência técnica e articulação política. Irmão da vice-governadora eleita Larissa Rosado (PSB), também conta com o reconhecimento de Cadu. Nos bastidores, a avaliação é de que sua permanência na pasta depende muito mais da própria vontade do que de qualquer outro fator.
Promessa é compromisso
Cadu Xavier reafirmou que vai cumprir uma das promessas feitas durante a campanha: metade do seu secretariado será formada por mulheres. E garante que não foi apenas discurso eleitoral. Agora, a expectativa fica por conta dos nomes que serão anunciados.
Rogério tenta comando do Senado
O PL mantém firme o nome do senador potiguar Rogério Marinho para a disputa da presidência do Senado em 2027. O partido chegará ao próximo ano com uma bancada de 29 dos 81 senadores e trabalha para ampliar os apoios entre as legendas de centro e direita. Antes do segundo turno, quando Flávio Bolsonaro aparecia como favorito, a articulação em torno do PL contabilizava até 54 votos. Com a reeleição de Lula (PT), o cenário mudou e fortaleceu Davi Alcolumbre (União), que conta com o apoio do presidente e trabalha com a perspectiva de alcançar 45 votos. A disputa promete ser intensa.
Destaque nacional
Uma boa notícia para Natal. A TIIA, plataforma de inteligência artificial voltada à educação, desenvolvida pela empresa potiguar Winstons Inteligência, está entre os vencedores do Prêmio Brasil, País Digital 2026. A tecnologia, que teve a Prefeitura do Natal como referência para o projeto premiado, reúne ferramentas para auxiliar professores, acompanhar a aprendizagem dos alunos e melhorar a gestão das redes públicas de ensino.