As eleições de 2026 terão um novo protagonista — silencioso, veloz e potencialmente perigoso: a Inteligência Artificial.
De olho no impacto das tecnologias digitais no processo eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu apertar as regras. A corte proibiu a divulgação de conteúdo gerado ou manipulado por IA nas 72 horas que antecedem a votação e até 24 horas depois do pleito — um período considerado crítico para a circulação de desinformação.

Até então, a legislação eleitoral tratava sobretudo das chamadas deepfakes, exigindo apenas a identificação de conteúdos produzidos com inteligência artificial.
Agora, o cerco foi ampliado.
As plataformas digitais também passam a ter mais responsabilidades. Terão de apresentar relatórios periódicos sobre as medidas adotadas para mitigar riscos eleitorais — os chamados planos de conformidade — além de reforçar mecanismos de transparência e controle.
Outra mudança relevante está no campo jurídico: a Justiça Eleitoral inverteu o ônus da prova em casos envolvendo manipulação por IA. Na prática, ficará mais fácil para partidos e para o Ministério Público questionarem conteúdos suspeitos.
As resoluções também impõem limites à atuação de chatbots e assistentes virtuais, que não poderão recomendar voto nem tratar candidatos de forma diferenciada.
Em um cenário político cada vez mais mediado por algoritmos, o TSE tenta correr atrás do tempo para impedir que a tecnologia — criada para ampliar informação — seja usada como ferramenta de manipulação eleitoral.
Em 2026, mais do que nunca, a disputa também será travada no território invisível dos dados, códigos e algoritmos.
Casa dos municípios
Zé Augusto, prefeito de Portalegre, assumiu a presidência da Femurn pregando harmonia entre os Poderes.
— A Femurn é a casa dos municípios e continuará sendo um espaço de união, diálogo e defesa permanente dos nossos prefeitos e prefeitas — disse o engenheiro civil, que seguirá no comando da entidade até o fim do ano.
Mandato-tampão
Babá Pereira jura que o grupo bolsonarista planeja lançar um nome técnico se houver eleição indireta na Assembleia Legislativa. O assunto deve ser tratado com Rogério Marinho no próximo fim de semana. O senador do PL é quem baterá o martelo sobre a estratégia da chapa.
O misterioso Dr. No
Segundo Babá, o deputado Ezequiel Ferreira, presidente da Casa Legislativa, também participará das conversas e deve atuar na filtragem dos potenciais candidatos. Como só quem fala por Ezequiel é o próprio Ezequiel, fica a dúvida no ar.
Ciúme de homem
Uma parcela expressiva da federação União Progressista não quer conversa com o grupo de Rogério Marinho em caso de eleição indireta para o mandato-tampão.
— Não há clima para acordo. Além dos ataques a Allyson, há muita reclamação sobre o avanço de Nina Souza nas bases de alguns deputados que buscam a reeleição — revelou uma liderança progressista.
Aposta no caos
A rádio peão da ala governista reverbera que a governadora Fátima Bezerra insistirá, até o último momento, no nome de Cadu Xavier para a eleição indireta. A petista acredita na falta de interesse dos adversários em apresentar um nome viável pela direita. A tese é que a oposição prefere apostar no caos financeiro como discurso de campanha.
Sem papel passado
O Psol potiguar se posiciona contra a entrada na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. O diretório estadual da legenda deve se reunir amanhã para sacramentar a rejeição ao projeto. O apoio a Lula, porém, está garantido.