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Diógenes Dantas

Ai que saudade do Antenor: Fátima Bezerra enfrenta entraves políticos

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta quinta-feira 5
Diógenes Dantas
05/02/2026 | 05:08

Não adianta Fátima Bezerra conceder entrevistas à imprensa reafirmando que é “candidatíssima” ao Senado se lhe faltam as condições políticas para sustentar o que diz. Esse é o desejo dela e do seu partido — o PT. Ninguém duvida disso.

No entanto, as ideias da governadora não correspondem aos fatos. Ela não tem os votos necessários na Assembleia Legislativa para bancar a eleição de um petista para o mandato-tampão que se vislumbra, com sua saída do governo.

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Ai que saudade do Antenor: Fátima Bezerra enfrenta entraves políticos - Foto: Assecom / Governo do Estado

Cadu Xavier, nome defendido por ela na eleição indireta, foi de uma clareza absurda numa entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM:

— A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político — declarou Cadu.

O “sincericídio” do secretário estadual da Fazenda repercutiu porque ele falou a verdade nua e crua, desmontando a autoconfiança exibida por Fátima Bezerra.

Enfrentando resistências ao próprio nome, Cadu admitiu que o PT pode apresentar outra opção para a eleição indireta. Mas fez uma ressalva que não encontra eco no Parlamento:

— O que a gente não abre mão é de que seja uma pessoa do PT — disse na rádio.

Quem, cara pálida? Francisco do PT?

Os blocos liderados por Rogério Marinho (direita e extrema-direita) e Allyson Bezerra (centro-direita) engoliriam um petista?

Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia, peça fundamental nesse jogo, vai concordar?

Sei não, viu.

Fátima é refém de um arranjo político que ela própria buscou na eleição de 2022 — quando puxou o MDB — para garantir sua reeleição no governo.

Com a desfeita de Walter Alves em 2026, a governadora deve viver noites insones, vagueando pela casa, amaldiçoando quem lhe traiu, suspirando a todo instante:

— Ai que saudade do Antenor!

Caneta sem tinta

A ausência de Fátima Bezerra na reabertura do ano legislativo pegou mal, mesmo com as justificativas protocolares. Passou a impressão de que a governadora já não vê a hora de largar a caneta. Muita calma nessa hora!

Martelo batido

Após reunião com Styvenson Valentim e Paulinho Freire, no gabinete de Rogério Marinho, no Senado, coube a Álvaro Dias anunciar:

— Definimos Babá Pereira, atual presidente da Femurn, como candidato a vice-governador, compondo a nossa chapa nas eleições de 2026 — disse o ex-prefeito de Natal.

Gás no fogão

Robinson Faria não perdeu tempo e divulgou nas redes sociais:

— Votei a favor da MP do Gás do Povo. Uma medida fundamental que vai garantir botijão gratuito para 15 milhões de famílias em todo o Brasil — disse o deputado, cheio de gás, mirando a reeleição em outubro.

Jeffrey Epstein

Arquivos do caso Jeffrey Epstein mencionam possíveis tentativas de recrutamento de jovens no Rio Grande do Norte, com referências a Natal entre 2010 e 2011. Registros analisados pelo Novo Notícias descrevem diálogos com intermediários, incluindo menções a viagens por João Pessoa, Recife e Natal.

Ensino jurídico

O advogado Sebastião Leite, novo coordenador do curso de Direito da Unifacex, assume a função com o desafio de tornar o ensino jurídico mais conectado com a realidade social e com o mercado de trabalho. Um dos pilares da nova fase, segundo ele, é o fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ).