Não adianta Fátima Bezerra conceder entrevistas à imprensa reafirmando que é “candidatíssima” ao Senado se lhe faltam as condições políticas para sustentar o que diz. Esse é o desejo dela e do seu partido — o PT. Ninguém duvida disso.
No entanto, as ideias da governadora não correspondem aos fatos. Ela não tem os votos necessários na Assembleia Legislativa para bancar a eleição de um petista para o mandato-tampão que se vislumbra, com sua saída do governo.

Cadu Xavier, nome defendido por ela na eleição indireta, foi de uma clareza absurda numa entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM:
— A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político — declarou Cadu.
O “sincericídio” do secretário estadual da Fazenda repercutiu porque ele falou a verdade nua e crua, desmontando a autoconfiança exibida por Fátima Bezerra.
Enfrentando resistências ao próprio nome, Cadu admitiu que o PT pode apresentar outra opção para a eleição indireta. Mas fez uma ressalva que não encontra eco no Parlamento:
— O que a gente não abre mão é de que seja uma pessoa do PT — disse na rádio.
Quem, cara pálida? Francisco do PT?
Os blocos liderados por Rogério Marinho (direita e extrema-direita) e Allyson Bezerra (centro-direita) engoliriam um petista?
Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia, peça fundamental nesse jogo, vai concordar?
Sei não, viu.
Fátima é refém de um arranjo político que ela própria buscou na eleição de 2022 — quando puxou o MDB — para garantir sua reeleição no governo.
Com a desfeita de Walter Alves em 2026, a governadora deve viver noites insones, vagueando pela casa, amaldiçoando quem lhe traiu, suspirando a todo instante:
— Ai que saudade do Antenor!
Caneta sem tinta
A ausência de Fátima Bezerra na reabertura do ano legislativo pegou mal, mesmo com as justificativas protocolares. Passou a impressão de que a governadora já não vê a hora de largar a caneta. Muita calma nessa hora!
Martelo batido
Após reunião com Styvenson Valentim e Paulinho Freire, no gabinete de Rogério Marinho, no Senado, coube a Álvaro Dias anunciar:
— Definimos Babá Pereira, atual presidente da Femurn, como candidato a vice-governador, compondo a nossa chapa nas eleições de 2026 — disse o ex-prefeito de Natal.
Gás no fogão
Robinson Faria não perdeu tempo e divulgou nas redes sociais:
— Votei a favor da MP do Gás do Povo. Uma medida fundamental que vai garantir botijão gratuito para 15 milhões de famílias em todo o Brasil — disse o deputado, cheio de gás, mirando a reeleição em outubro.
Jeffrey Epstein
Arquivos do caso Jeffrey Epstein mencionam possíveis tentativas de recrutamento de jovens no Rio Grande do Norte, com referências a Natal entre 2010 e 2011. Registros analisados pelo Novo Notícias descrevem diálogos com intermediários, incluindo menções a viagens por João Pessoa, Recife e Natal.
Ensino jurídico
O advogado Sebastião Leite, novo coordenador do curso de Direito da Unifacex, assume a função com o desafio de tornar o ensino jurídico mais conectado com a realidade social e com o mercado de trabalho. Um dos pilares da nova fase, segundo ele, é o fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ).