Coronavírus
Fecomércio lamenta novo adiamento da retomada da economia no RN
Em nota publicada pela Fecomércio, a instituição demonstrou preocupação com o novo adiamento; retorno estava previsto para esta quarta-feira (24)
Por Redação - Publicado em 24/06/2020 às 10:48
José Aldenir / Agora RN
Fachada da Fecomércio/RN
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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio) lamentou o novo adiamento da retomada das atividades econômicas no Rio Grande do Norte, que estava prevista para esta quarta-feira (24). A reabertura gradual está programada para o início de julho, segundo novo decreto do governo do estado.

Em nota publicada pela Fecomércio, a instituição demonstrou preocupação com o novo adiamento e tratou o momento como "a maior e mais profunda crise de sua história, com consequências nefastas e praticamente imprevisíveis a curto, médio e longo prazos".

De acordo com a Federação, o trabalho oferecido por ela para apoio à sociedade e ao Governo foi "insuficiente", apesar de ter sido feito um protocolo técnico de retomada e também a preparação detalhada de empreendedores e colaboradores para aplicá-lo. Para a instituição, "faltaram os governos".

Confira a nota:

"Mais uma vez assistimos, com imensa preocupação, um adiamento do início efetivo da Retomada Gradual das Atividades Econômicas no Rio Grande do Norte. Infelizmente, não temos autoridade institucional para nenhuma atitude além das que já temos tomado.

Temos contribuído fortemente, desde o início, com todas as ações de suporte à sociedade e, de forma direta e indireta, com os governos municipais e estadual.

No entanto, parece que tudo tem sido em vão. O desânimo é inevitável.
Somos vítimas, como toda a sociedade potiguar, de uma postura que, por anos a fio, manteve nossa estrutura de saúde pública à beira de um colapso. E este colapso chegou com uma força descomunal – embora previsível – agora.

Um cenário que além de colocar em risco a vida de todos os norteriograndenses, tem imposto ao setor produtivo do estado a maior e mais profunda crise de sua história, com consequências nefastas e praticamente imprevisíveis a curto, médio e longo prazos.

A nós, resta lamentar que todo o trabalho que fizemos não tenha sido suficiente. Um trabalho que, além do suporte à sociedade e aos governos, já citados, inclui, ainda um protocolo técnico de retomada e a preparação detalhada de empreendedores e colaboradores para aplicá-lo. Faltaram os governos! Todos, em todas as esferas!

Seguiremos aguardando – e cobrando – ações efetivas dos gestores públicos que possam viabilizar a retomada, que é urgente.

E, infelizmente, colecionando portas fechadas, empregos perdidos e histórias de desespero e falta de perspectiva. Vendo se esvair a dignidade de tantos empreendedores e trabalhadores deste estado, ceifada por um cenário que não fomos nós que criamos e sobre o qual, temos certeza, agimos muito além de nossas forças.

À sociedade, por fim, alertamos: a conta de tudo isso já está chegando.
E ela também não será baixa
".

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