O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outros integrantes da autoridade monetária teriam incentivado a conclusão da fusão entre o Master e o Banco de Brasília, o BRB.
Segundo o depoimento obtido pelo Metrópoles, a oitiva ocorreu em 28 de agosto, por videoconferência. Vorcaro declarou que o Banco Central “como um todo” mantinha uma postura de concordância e incentivo à operação.

Declaração cita presidente e diretor do Banco Central
Questionado sobre a posição de Paulo Sérgio Neves de Souza, servidor do Banco Central, Vorcaro respondeu que a cúpula da instituição seria favorável à fusão no fim de 2025. Ele citou Galípolo, o diretor Ailton Aquino e o próprio servidor.
De acordo com o relato do empresário, as reuniões entre as partes buscavam organizar e solucionar pontos do pedido de fusão para que ele pudesse ser aprovado. A declaração foi prestada ao delegado Albert Paulo Sérvio de Moura.
Operação não foi aprovada pelo Banco Central
As declarações de Vorcaro representam a versão apresentada por ele à Polícia Federal e não são, por si só, uma confirmação de que o Banco Central tenha incentivado a operação. A fusão entre Master e BRB não foi concluída: a autoridade monetária rejeitou o negócio depois de meses de discussão.
Em manifestação anterior no Senado, Galípolo negou que o Banco Central tivesse trabalhado para vender o Master ao BRB. A investigação da Polícia Federal sobre o caso segue em andamento.