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Economia

Em cerimônia dos 90 anos do salário mínimo, Lula critica valor do piso

Presidente participou de evento na Casa da Moeda, defendeu estatais, criticou apostas online e voltou a alertar sobre fake news
Agora RN
16/01/2026 | 14:36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira 16 da cerimônia que marcou os 90 anos de criação do salário mínimo no Brasil, realizada na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Durante o evento, Lula afirmou que o valor do piso nacional ainda é insuficiente e destacou que a solenidade não teve o objetivo de exaltar o montante atualmente praticado.

Defesa das estatais e da soberania

No discurso, o presidente também defendeu a importância das empresas estatais e relacionou a atuação da Casa da Moeda ao conceito de soberania nacional. Lula afirmou ter orgulho de não ter permitido a privatização da estatal e ressaltou que a produção da moeda com insumos e trabalhadores brasileiros representa um símbolo de independência do país. A programação incluiu o lançamento de uma medalha comemorativa pelos 90 anos do salário mínimo.

Lula salario minimo
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento das medalhas comemorativas dos 90 anos do Salário-Mínimo Foto: Ricardo Stuckert / PR

Fake news, bets e contexto eleitoral

Lula voltou a abordar o uso da inteligência artificial no cotidiano e demonstrou preocupação com a disseminação de fake news, especialmente diante da proximidade das eleições de 2026. O presidente também criticou as empresas de apostas online, as chamadas bets, citando o impacto desse tipo de atividade no dia a dia das famílias e no futebol, além de elogiar a atuação do Banco Central para garantir a cobrança de impostos.

Criado em 1936, durante o governo de Getúlio Vargas, o salário mínimo surgiu como resposta às más condições de trabalho enfrentadas pela população. Atualmente, o piso está fixado em R$ 1.621, em vigor desde 1º de janeiro, após um reajuste de 6,7% em relação a 2025. O cálculo do aumento considera a inflação acumulada nos 12 meses anteriores e o crescimento real do PIB de dois anos antes.

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