O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira 23, durante a abertura do debate de líderes na 80ª Assembleia Geral da ONU, que a democracia e soberania brasileiras são “inegociáveis” e criticou medidas unilaterais contra o país. O discurso foi feito em Nova York, no dia seguinte à imposição de novas sanções dos Estados Unidos a cidadãos brasileiros, em reação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governos ditatoriais”, disse Lula.
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O presidente brasileiro também classificou como “inaceitável” qualquer agressão ao Judiciário e criticou “falsos patriotas” que, segundo ele, promovem ações contra o país. “Não há pacificação com impunidade”, afirmou.
Sem citar diretamente os Estados Unidos, Lula apontou que “não há justificativas para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. Agressão contra a independência do poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosa das antigas hegemonias.”
O petista ainda destacou a crise internacional: “Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra. Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia.”
O discurso de Lula ocorre em um momento de tensão histórica nas relações entre Brasil e Estados Unidos, com tarifas e sanções aplicadas contra produtos e cidadãos brasileiros.
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